A dificuldade de Homens Sozinhos para tomar o anticoagulante

Oi gente, 

Há quanto tempo…. Então, enquanto buscava alguma informação útil para colocar no site, me deparei com esta reportagem que fala sobre a dificuldade dos homens para tomar o anticoagulante. 

Apesar de não ser uma matéria específica sobre a SAF, acho que ela é bem relevante, não apenas por falar sobre a anticoagulação, mas também por finalmente ter lançado uma luz sobre os homens que usam anticoagulantes.

Boa leitura! 

Homens que vivem sozinhos _ não mulheres_ têm mais dificuldade de tomar o anticoagulante mais diretamente, de acordo com uma pesquisa apresentada em 2 de Setembro no Congresso ESC, realizado em Paris.

A Varfarina, um medicamento anticoagulante, é comumente prescrito para pacientes cardíacos, diz o autor do estudo, Anders N Bonde durante o lançamento _ mas também pode ser um medicamento bem complicado. Pouca varfarina pode favorecer a formação de coágulos e em uma dose elevada, pode aumentar o risco de grandes sangramentos, dessa forma, o monitoramento contínuo do INR é necessário para verificar a segurança do paciente.

A qualidade do controle do INR é tipicamente mensurada como tempo em uma variação terapêutica (TTR) ou o percentual de tempo que os níveis de varfarina no sangue do paciente são optimizados para previnir derrames e sangramentos. Os guias da ESC recomdendam que os pacientes fiquem dentro da margem terapêutica por no mínimo 70% do tempo, o que pode ser difícil quando os pacientes precisam se preocupar com as interações de alimentos e outros medicamentos com a varfarina.

Bonde e sua equipe recrutaram 4772 pacientes com fibrilação atrial dos registros dinamarqueses em seu estudo, todos em uso continuo de varfarina e monitoramento de INR. Os pesquisadores estratificaram o grupo e situação de vida e calcularam o TTR dos homens que viviam sozinhos, os que viviam acompanhados, mulheres sozinhas e mulheres que viviam acompanhadas.

A média do TTR em homens que viviam sozinhos era de 57% _ 3.6% menor que os que viviam acompanhados, mesmo após o ajuste de outros fatores que poderiam afetar o TTR. Da mesma forma, as mulheres que viviam sozinhas tinham mais dificuldade com um TTR mais baixo que as que viviam acompanhadas, mas, após um ajuste, a diferença de 0.2% era insignificante.

“Pergunte a minha esposa” era a resposta comum entre os homens mais velhos sobre sua medicação, doença e tratamento”, disse Bonde. “Nossos estudos sugerem que quando se trata de controle de anticoagulação, os homens são mais dependentes de seus parceiros que as mulheres”.

Mulheres que vivem sozinhas tipicamente tem um relaciomento melhor com seus filhos ou possuem uma rede que as ajudam a gerenciar o tratamento com a varfarina, disse ele. Por outro lado, os homens sofrem mais com o divórcio e têm mais tendência a sofrerem com abuso de álcool do que as mulheres.

“O status de coabitação foi um fator forte e importante para o TTR entre os homens, mas não entre as mulheres”, disse Bonde. “Os homens sozinhos podem necessitar de um apoio extra para tomarem a varfarina, como conscientização, visitas domiciliares, contatos telefônicos ou consultas de acompanhamento adicionais. Eles também devem considerar um novo tipo de drogra, um anticoagulante oral não antagonista da vitamina K, que é mais fácil de gerenciar e tem menos interações com alimentos e medicamentos quando comparados com a varfarina”.

Fonte: https://www.cardiovascularbusiness.com/topics/vascular-endovascular/men-who-live-alone-struggle-taking-warfarin?fbclid=IwAR2IIsmL3XwLt88apRyTRsooKXGGiR2JrLA95WttDJOTs8KFw5zm6-EABvI visitado em 11/09/2019

Dicas para passar por um procedimento cirúrgico

Oi Pessoal, bom dia.
Estou reblogando um post de 2012, mas ele é muito útil para qualquer pessoa que precisa passar por um procedimento cirurgico. Assim como há 4 anos, vou ter que extrair um dente (vou fazer isso daqui 2 semanas, junto com a páscoa) e precisei lembrar dessas dicas. Se alguém também estiver precisando, aqui estão as dicas. 😉

Minha Vida com SAF

Se você tem SAF e, assim como eu precisa passar por um procedimento cirúrgico,precisa tomar certos cuidados. O Dr.Roger me passou a relação de cuidados que preciso ter antes de extrair o dente. Esses cuidados são importantes para TODOS os pacientes que usam anticoagulantes. Mas nunca se esqueçam de avisar seu reumato e seu hematologista. Somente eles poderão lhes dizer qual a dosagem apropriada de heparina para vc.
1 – Para pacientes em uso de Varfarina (coumadin,marevan,marcoumar)

HEPARINA SODICA ….AMPOLA aplicaçao subcutânea

–>cinco dias antes do procedimento suspender a varfarina e iniciar a heparina na dose prescrita pelo seu rematologista
–>Antes do procedimento(no dia ou na véspera), ver se o INR já está no valor normal (padrão)
–>Com o INR normalizado, realizar o procedimento 12 (doze) horas após a ultima aplicaçao de heparina.
–> após 01 (uma) hora do procedimento, caso não haja contraindicação (hemorragia), REINICIAR a heparina na dose…

Ver o post original 71 mais palavras

Follow up

Caros leitores,

Então, na semana passada comentei que meu final de ano e começo de 2016 havia sido um inferno, repleto de problemas e com um INR ridiculamente baixo.
Por algum milagre, minha mãe conseguiu encontrar mais 4 caixas de Coumadin 5mg na farmácia, e estou tomando novamente os 20mg de coumadin, como vinha tomando antes do INR se estabilizar no ano passado . Quando essas caixas de coumadin acabarem, vou ter que usar as caixas de 2,5. Aí, serão serão 8 comprimidos por dia, ao invés de 4. o Dr Roger me pediu para tomar algumas injeções de clexane além do coumadin. Ganhei dois hematomas na barriga, mas nunca fiquei tão feliz quando vi que na 5a feira (08/01/16) o meu INR tinha voltado ao alvo. Ele estava em 3,66. Um INR excelente, considerando que na 3a feira, o  INR estava 1.50. Dr Roger também ficou satisfeito com o resultado. Decidimos que  depois do dia 21/01, quando faço o novo tap, vou ter uma consulta extra para decidirmos qual será o meu protocolo de tratamento já que o Marevan não faz nem cócegas no meu organismo e a outra alternativa,  o Marcoumar, também parou de ser fabricado.  Estou curiosa para saber qual será a proposta dele.
Na semana  passada, também consegui fazer pilates 2x. 1 hora e meia de exercício além do tempo de caminhada que faço. Estava me sentindo ótima.
Mas é lógico que eu tinha que fazer alguma ignorância… No final de semana, por eu estar me sentindo bem, resolvi ajudar a minha mãe com algo simples: desmontar a árvore de natal e guardá-la. Fiz isso no domingo… Estou exausta até agora. Dormi super mal de domingo para segunda. De ontem para hoje eu literalmente desmaiei na cama e consegui dormir as tais 8h de sono que indicam. Mas, continuo exausta 😦 A concentração está prejudicada. Isso que é ruim em ter uma série de doenças autoimunes. Qualquer coisinha que exija um pouquinho mais de esforço, você fica tão cansado quanto uma pessoa em idade avançada. Minha mãe, por exemplo, tem 66 anos de idade e tem muito mais pique do que eu. Me surpreendi ao perceber que desmontar uma árvore de natal era algo extenuante para mim.  Fiquei bem chateada com isso.

Mudando de assunto, tenho que pedir desculpas a vocês que acompanham o blog, porque não tenho postado novos artigos e dicas aos pacientes. Estou com vários para traduzir, mas tive que emprestar meu computador à minha irmã, que está terminando o mestrado dela e, enquanto ela não entregar a tese, vou ter que ficar sem o computador e fazer as postagens pelo celular :S

Até breve!

 

 

 

 

Adeus, Coumadin :'(

Caros leitores,

Estou bastante chateada e acredito que muitos pacientes com SAF estão sentindo a mesma coisa. O laboratório Bristol Myers Squibb (fabricante do anticoagulante Coumadin) decidiu em setembro suspender a fabricação do Coumadin em função da modificação da estratégia de negócios da empresa. Os pacientes que assim como eu precisam do coumadin já haviam comentado na página do blog no Facebook, que estavam tendo dificuldades em encontrar o coumadin nas farmácias. Como eu faço estoque das minhas coisas (confesso que tenho uma obsessão por estocar coisas que preciso ou acho que preciso, como os remédios, novelos de lã, cadernos etc), não tinha percebido essa falta. Cheguei até a comentar com uma amiga que estava conseguindo o coumadin em farmácias como a Venâncio na Barra da Tijuca e na Raia em Petrópolis, mas, desde a metade do mês passado eu também estava sentindo a mesma dificuldade para conseguí-lo. Não desisti de procurar, até que, na última semana, fui à Raia comprar o Coumadin e a vendedora me mostrou na tela do seu computador que o remédio havia sido descontinuado pelo fornecedor. Senti meu corpo gelar quando a vendedora me mostrou a tela. Fiquei tentei imaginar o que teria acontecido para o laboratório tirar o  medicamento de circulação. Passei um email para o meu reumatologista   e ele sugeriu que eu voltasse a tomar o marevan. Contudo, sou resistente ao Marevan. Eu já comentei sobre isso aqui no blog. É claro que passei a noite sem dormir e estava um caco no dia seguinte. Mal consegui trabalhar direito e, todas as vezes que eu lembrava do assunto, sentia vontade de chorar. Passei tanto tempo tomando o remédio e graças a ele meu INR estava se mantendo relativamente estável e agora que eu tenho que voltar a tomar o marevan que não me protege de jeito nenhum , comecei a pensar no que seria de mim daqui pra frente. Fiquei histérica. Consegui falar com o SAC do laboratório Bristol e a atendente revelou que a venda foi suspensa por falta de interesse comercial no produto. Minha agonia (que é claro que é igual a de outros consumidores) foi tanta, que questionei a atendente se o laboratório arcaria com minhas despesas médicas caso eu tivesse algum evento trombótico e se eles pagariam o meu salário se eu perdesse o emprego por conta do problema (o que já aconteceu comigo assim que eu  tive a trombose).
A falta de interesse comercial da Bristol em continuar a vender o Coumadin é grave e certamente prejudicará muitos pacientes. Confira a lista de medicamentos descontinuados na página da anvisa.

 

Honestamente, não tenho palavras para expressar a minha revolta com isso. Deus queira que os médicos consigam encontrar maneiras de ajudar os pacientes. Graças a Deus eu consegui mais 4 caixas de coumadin. Tenho estoque para 1 mês. Mas depois disso, não sei como vou continuar o tratamento. Não sei se os médicos me deixarão tomando o marevan (o que eu desejo que não), se eu tomo aas (que eleva muito o meu INR), clopidogrel ou qualquer outra coisa. A única coisa que sei é que essa noticia sem dúvida acabou com o meu final de ano.

2014

Ano novo, novo visual do blog, novas seções para leitura (que em breve estará completamente concluída), muitas metas e muitas esperanças para este ano que se inicia.

Uma das minhas metas pessoais, que vou conseguir cumprir rapidamente é retornar ao Hospital das Clínicas para me conversar com a Karin Klack, nutricionista especializada em doenças reumáticas. Eu já estou para ir lá há um tempinho, mas somente este ano terei a oportunidade de ir à São Paulo, me consultar no Hospital sem ter que faltar ao trabalho. Isso é ótimo. Vou me consultar já agora no dia 20/01 – Feriado de São Sebastião no Rio de Janeiro.   
O objetivo principal é ela me ajudar a montar um cardápio que englobe tudo o que eu preciso comer… Para a SAF, para o Lúpus e para a gastrite que descobri no final do ano passado. Meu grande problema é que por termos muita restrição alimentar eu acabo comendo somente aqueles alimentos da saf que estão na lista com baixo teor de vitamina k. Além disso, como é que eu posso combinar os alimentos que me ajudem ao mesmo tempo para controlar a saf, o lupus e a gastrite. É difícil.
Outra meta é me manter saudável, evitar tantas flutuações de INR, vou passar longe do lactopurga.
Espero que vocês continuem visitando a página.Já recebi alguns artigos para tradução. Quando terminar, vou divulga-los. 
É isso, temos um novo encontro na próxima semana. 
Até breve 😉

 

 

Para melhor monitorar a SAF

Elena Mandarim

Divulgação/Uerj

 

Levy e pacientes grávidas: com o monitoramento da SAF, o risco de ter aborto espontâneo diminui

Embora não seja muito conhecida da população em geral, a síndrome do anticorpo antifosfolipídio (SAF), é uma doença autoimune bem mais comum do que se imagina. Caracteriza-se pela produção de anticorpos que interferem na coagulação sanguínea, e sua principal consequência é a formação de trombos que podem obstruir artérias e veias, com o risco até da necessidade de amputação de algum membro, de cegueira ou de um acidente vascular cerebral, o temido AVC. Roger Abramino Levy, médico e professor do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), explica que os pacientes com SAF exigem constante monitoramento, realizado por meio de exame de sangue que mede o tempo de atividade da protombina, chamado de TAP ou ainda de INR, do inglês International Normalized Ratio. Esse exame, segundo Levy, é usado para medir a tendência de coagulação do sangue. “Então, de acordo com o histórico da doença do paciente, sabemos em qual faixa deve estar o INR. Se tiver abaixo ou acima dessa faixa, o médico deverá ajustar a medicação e as recomendações médicas.”

Levy está à frente de um projeto que busca desenvolver um software computacional capaz de auxiliar os médicos no monitoramento dos pacientes com SAF. A proposta é tese de doutorado do aluno Felipe Nogueira Barbará, do programa de pós-graduação em Ciências Médicas (PGCM), da Uerj, e recebeu apoio do programa de Auxílio à Pesquisa (APQ1), da FAPERJ. “Os nossos principais objetivos são melhorar o controle do INR e a interação médico-paciente, com o intuito de minimizar as diversas complicações da doença, que podem levar a internações e visitas a serviços de emergência”, relata Felipe. A nova plataforma estará na web e permitirá que os próprios pacientes preencham os resultados dos seus exames. O software agrupa todo o histórico desse paciente em um único lugar, que poderá ser acessado pelo médico utilizando qualquer computador ou dispositivo ligado à internet. “O sistema está em desenvolvimento e uma versão inicial para testes e demonstrações com médicos e pacientes deverá ser colocada no ar em breve”, esclarece o doutorando.

Felipe relata que é muito comum o paciente precisar vir de longe para uma consulta no Hupe só para mostrar o resultado do INR. Se o resultado estiver dentro da faixa sugerida, são mantidos  o tratamento e as mesmas recomendações médicas da consulta anterior. “Quando o sistema estiver em operação, esse tipo de situação pode ser evitada. O paciente atualizará os dados do exame no site e só precisará ir a consulta se for necessário mudar a medicação ou fazer outro tipo de intervenção hospitalar”, aposta o doutorando. Outra vantagem é que quando o paciente inserir o resultado do exame INR muito alterado, o sistema vai enviar, automaticamente, um e-mail de alerta, com todo o seu prontuário e dados pessoais, para o médico responsável. Assim, minimiza-se o risco de certas complicações que, geralmente, são agravadas pela demora em se tomar as providências necessárias.   

Os pesquisadores ainda discutem a possibilidade do próprio sistema atualizar algumas recomendações médicas. “O anticoagulante, que é o tratamento padrão para controlar os pacientes com SAF, por exemplo, é ajustado de acordo com um cálculo feito pelo médico, tendo como base os valores do INR. Então, estamos avaliando, do ponto de vista ético e humanístico, a possibilidade sistema calcular automaticamente a dosagem da medicação, solicitando a confirmação do médico. Depois de confirmado, o paciente já recebe por e-mail ou pelo próprio site instruções para a nova dose ou um aviso para manter a dose anterior”, explica Felipe. Ele destaca que no próprio site também serão agrupadas recomendações padrão para diferentes situações, como, por exemplo, quando procurar seu médico, quando encaminhar-se a uma emergência, que providências tomar antes de se submeter a cirurgias físicas ou dentárias, entre outras.

Particularidades da doença

Descrita pela primeira vez nos anos 1980, a SAF é reconhecida como a trombofilia adquirida mais comum e sua manifestação mais característica é a trombose venosa profunda. Está relacionada com outras obstruções venosas e arteriais, podendo levar a ocorrência de AVC, que frequentemente deixam sequelas, como demência e paralisia. Outras consequências comuns são amputação de membros em decorrência de gangrena, cegueira e repetidos abortos espontâneos. Levy destaca a importância de um diagnóstico precoce. “Assim que se identifica a doença, o paciente passa a tomar medicação e a controlar os níveis de coagulação sanguínea, o que pode evitar as consequências mais severas. Por isso, pacientes e médicos devem ficar atentos às primeiras manifestações clínicas da doença, que incluem manchas na pele que aumentam com o frio, baixos níveis de plaquetas, insuficiência cardíaca, microtrombose disseminada – trombos de vasos de pequeno calibre por todo o organismo –, tromboflebite, entre outros.”

Divulgação/ Uerj
 
Em seu doutorado, Felipe busca desenvolver um software para auxiliar os médicos no monitoramento dos pacientes com SAF

Levy explica ainda que uma pessoa diagnosticada com SAF deve não somente tomar a medicação como também seguir algumas medidas preventivas. A administração de anticoagulantes é importante para diminuir a formação de coágulos sanguíneos. Contudo, estudos mostram que a anticoagulação oral por longos períodos, se não for controlada adequadamente, está associada a uma maior incidência de hemorragias. “Além disso, é sabido que, desde várias substâncias medicamentosas, por exemplo, até pequenas alterações na dieta podem interferir no estado de coagulação de pacientes que recebem anticoagulação oral. Por isso, é preciso seguir uma dieta regular e ficar atento a qualquer sintoma ou sangramento. E pacientes em tratamento devem prestar atenção a qualquer ferimento ou sangramento. Além disso, no caso de serem submetidos a qualquer tipo de cirurgia, inclusive, dentária, devem avisar o médico para que a medicação seja modificada.”

Levy acredita que com a nova plataforma será possível fazer o paciente participar ativamente do tratamento. “Isso é importante tanto para maior adesão às recomendações médicas quanto para diminuir o estigma de vítima, muito comum em pacientes acometidos por doenças autoimunes”, aposta o médico, ressaltando que a SAF não tem cura, mas com os cuidados específicos é possível levar uma vida normal.

SAF vai ser tema de congresso no Rio

Para debater o assunto, especialistas do mundo todo se reunirão, entre os dias 18 e 21 de setembro de 2013, no Rio de Janeiro, para o XIV Congresso Internacional sobre Anticorpos Antifosfolipídios (APLA) e Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídio (SAF). A capital fluminense será a primeira cidade da América Latina a sediar este evento. Na ocasião, também acontecerá o IV Congresso Latinoamericano de Autoimunidade (LACA).
Antecedendo o congresso, nos dias 16 e 17 de setembro, também no Rio de Janeiro, o grupo de pesquisa internacional Ação em Síndrome Antifosfolipídica (APS Action, da sigla em inglês) se reunirá. Os três eventos são apoiados pelo programa de Auxílio à Organização de Eventos (APQ 2), da FAPERJ e organizados por Levy. Segundo o médico, os eventos, que contarão com participantes e pesquisadores renomados de todo o mundo, servirão para transmitir às novas gerações o interesse pela pesquisa básica, por diagnóstico rápido e preciso, assim como para tomada de decisão em relação à trombofilia autoimune (SAF) e às outras doenças autoimunes sistêmicas, como artrite reumatóide, lúpus eritematosos sistêmico, doença de Crohn, psoríase e vasculites, nas suas várias interfaces multidisciplinares. Mais informações: http://www2.kenes.com/apla-laca/pages/home.aspx

 

Fonte: http://www.faperj.br/boletim_interna.phtml?obj_id=8924

Dicas para passar por um procedimento cirúrgico

Se você tem SAF e, assim como eu precisa passar por um procedimento cirúrgico,precisa tomar certos cuidados. O Dr.Roger me passou a relação de cuidados que preciso ter antes de extrair o dente. Esses cuidados são importantes para TODOS os pacientes que usam anticoagulantes. Mas nunca se esqueçam de avisar seu reumato e seu hematologista. Somente eles poderão lhes dizer qual a dosagem apropriada de heparina para vc.
1 – Para pacientes em uso de Varfarina (coumadin,marevan,marcoumar)

HEPARINA SODICA ….AMPOLA aplicaçao subcutânea

–>cinco dias antes do procedimento suspender a varfarina e iniciar a heparina na dose prescrita pelo seu rematologista
–>Antes do procedimento(no dia ou na véspera), ver se o INR já está no valor normal (padrão)
–>Com o INR normalizado, realizar o procedimento 12 (doze) horas após a ultima aplicaçao de heparina.
–> após 01 (uma) hora do procedimento, caso não haja contraindicação (hemorragia), REINICIAR a heparina na dose recomendada.
–> No dia seguinte ao procedimento, reiniciar a varfarina na dose usada anteriormente, mantendo a heparina.

–> no 3o dia após o procedimento realizar o TAP ou COAGULOGRAMA e, caso o INR estiver dentro do alvo esperado, suspender a heparina e continuar com a varfarina na dose usada habitualmente.

2. Para pacientes em uso de AAS 100mg, suspender 7 dias antes do procedimento.

Dr. Roger, muito obrigada pelas orientações. 😀

Retorno ao Hupe

Nesta segunda feira estive novamente no Hospital Pedro Ernesto, ou vulgarmente conhecido como HUPE.
Fazia três meses que não retornava ao hospital. Graças a Deus tenho trabalhado muito, e apesar do meu trabalho não se incomodar com fato do funcionário se ausentar para ir ao medico, não posso dar o mole de ficar saindo pra Fazer isso.
Ao chegar ao hospital encontrei algo bastante estranho… Havia poucos pacientes. Fiquei pensando que isso se devia ao incêndio que ocorreu no hospital há mais ou menos um mês… Por outro lado, achei ótimo porque o Dr. Roger Levy me atendeu super rápido. Ele achou que de um modo geral estou bem, me incentivou a continuar com os exercícios. Contei a ele que consegui uma academia ao lado da minha casa, que tinha nataçao comunicação. Piscina aquecida a um preço bastante acessível. Na consulta, ele reforçou a necessidade de eu manter meu INR entre 3 e 4. Incluiu um medicamento para que eu conseguisse me manter no alvo. Ele disse que talvez isso ajude a melhorar a minha audição… Let’s see… Fiquei feliz com a consulta. Tirei uma serie de duvidas que estavam me preocupando, como os brancos que esta me dando…
consulta agora, só em setembro 🙂

Vi muito rapidamente o dr. Ricardo, mas só tenho elogios para ele. Tenho certeza que ele será um profissional tão bom quanto o dr. Roger. Quem for paciente dele será muito bem atendido.

Novidades

E aí, pessoal, tudo bem?

Faz quase um mês que não posto absolutamente nada no blog… Tenho estado bastante atarefada, com muito trabalho, graças a Deus.

Tenho novidades com relação ao meu quadro de SAF….

Vocês se lembram que no post passado, comentei que meu INR estava nas alturas e que eu tinha a impressão que minha pouca audição tinha melhorado?  

Pois bem… Fiz uma audiometria que comprovou que minha audição  deveras subiu. Tive um ganho audiométrico de 10 dB no ouvido esquerdo e, o mais impressionante foi, depois de ANOS, meu ouvido direito responder ao estímulo.  Nem eu acreditei quando vi o exame. 
Como tudo o que é bom dura pouco, esse ganho já está se perdendo. Meu INR já voltou ao normal, estou tomando minha dose cavalar de anticoagulante diaria, minhas enxaquecas voltaram. Tudo como “dantes no quartel de abrantes”.
Conversando com minha hemato, chegamos à conclusão que o que fez com que meu INR subisse tanto, foi eu ter tomado aspirina durante uma crise de enxaqueca. Não consegui encontrar a novalgina (de 1g) que eu costumo tomar e, como não é recomendável tomar tylenol, acabei comprando aspirina . Estava com tanta enxaqueca que eu nem me lembrei que aspirina afinava o sangue… Deu no que deu… O INR foi na estratosfera e eu corri o risco de ter alguma hemorragia, ou qualquer coisa grave por ter me esquecido de um detalhe vital à quem toma anticoagulante. Sim, por um lado, eu corri um risco sério, mas por outro, foi ótimo voltar a escutar um pouco, não precisar assistir TV com o closed caption ligado e passar pouco mais de uma semana sem ter qualquer sintoma de enxaqueca.
Não vou dar essa bobeira novamente. Até anotei na minha agenda que eu NÃO POSSO TOMAR ASPIRINA QUANDO ESTIVER TOMANDO O ANTICOAGULANTE.
Fui ao Neurologista para ver os tremores. Não na neurologista que o Dr. Roger A. Levy me indicou, mas fui ao neuro que eu já tinha em Petrópolis, o Dr. Marco Aurélio Marzullo, que é um dos melhores do país (se é que não é um dos melhores do mundo). Foi ele que me tratou quando eu tive a paralisia facial e foi ele quem descobriu que meu crânio do lado esquerdo era bem mais denso do que do lado direito. 
Ele disse que não sabe o que são os tremores, mas, depois de alguns testes,  excluiu duas coisas que estavam me deixando em pânico:
– Eu NÃO tenho Parkinson 🙂
– E não tenho esclerose múltipla.  🙂 🙂 🙂

Vou fazer alguns exames complementares e ele vai poder me medicar.  De qualquer forma, ele levantou a hipótese dos tremores terem sido engatilhados pelo falecimento do meu pai, há pouco mais de um ano.  Talvez algo como estresse pós traumático (já que eu presenciei e tentei salvar meu pai). Se os tremores forem por causa disso, com tempo e terapia, eles desaparecerão.

  A partir da próxima semana, ficaremos de cara nova, com um novo conteúdo. Aguardem…

Desejo a todos um FELIZ ANO NOVO!!!! Que 2012 nos traga muita saúde, paz .

Muito obrigada a todos que visitam o blog.

Fiquem com Deus e até o próximo ano.  🙂

 

 

 

 

INR nas Alturas

Esta semana aconteceu algo inédito em minha vida com SAF. Pela 1a vez meu INR está muito acima do normal…O TAP que fiz ontem indicou que o inr estava em (pasmem) 7.31. O laboratório ligou pra minha casa e falou com minha mãe, que obviamente ficou desesperada. Eu sei o risco de estar com o INR tão alto. Sei se tenho que tomar cuidado para não me cortar, do contrário, posso ter uma hemorragia… Hoje, na hora do almoço, refiz o exame em outro laboratório (vai que o laboratório errou o exame…). Anyway, fiz o exame e ainda há pouco saiu o resultado… 6.2
É claro que nesse meio tempo, minha mãe conseguiu falar com minha hematologista e ela me disse para não tomar o remédio durante o final de semana e repetir o coagulograma na 2a feira para que possamos de novo estudar uma nova dosagem…
Na minha opinião, os exercicios estão colaborando para o inr subir. Meu problema com o INR sempre foi porque ele virava e mexia ficava baixo, agora, eu começo a fazer exercício e ele sobe assim… essa eu não entendi, mas pra falar a verdade estou me sentindo ótima!!!! Não tive um pingo de enxaqueca e o melhor de tudo, estou escutando melhor…:-D
Hoje também recebi um belo presente. A Dra Karin, nutricionista do Hospital das Clínicas de São Paulo, me enviou 3 artigos sobre alimentação. Eu os publicarei assim que possível.
Dra Karin, MUITO OBRIGADA.