O primeiro bimestre de 2017

Oi gente, boa tarde

 

Então… só pra variar estive atolada de trabalho ( Graças a Deus, pra ser bem honesta) e acabei, mais uma vez sem tempo para escrever aqui. Tenho conseguido responder às perguntas, quando alguém manda para mim, mas só agora, no carnaval que realmente consegui sentar um pouco para escrever. Aos que sempre acompanham o blog, peço desculpas pela morosidade nas atualizações. Definitivamente minha vida não é mais a mesma que quando eu comecei a escrever no blog.
Nos últimos dois meses, não tiveram muitas novidades não. Exceto por duas questões:

a) Meus exames de sangue mostraram que minha insulina está elevada e, durante a consulta lá no #HUPE,  #hospitalpedroernesto, a medica que me atendeu (sob o olhar vigilante do dr Roger e do dr Flavio rrrss) me disse que eu deveria cortar os carboidratos, já que como eles já tinham no sistema registrado alterações nos valores de insulina e levando em conta que minha glicose estava no limite. Ela sugeriu que eu fizesse uma dieta low carb, cortando inclusive o feijão com arroz (essencialmente a base da minha dieta). Considerando o histórico de alterações, meu peso e tal a doutora acha que eu possa estar desenvolvendo uma coisa chamada síndrome metabólica. Destaque para POSSIBILIDADE. Não tem nada confirmado, mas a doutora achou melhor eu começar um tratamento preventivo para ver se os níveis de insulina, glicose a HOMA  abaixem.

Fiquei meio tensa com isso, mas estamos tentando… Amanhã, tenho consulta com a nutricionista Dra Brigitte Olichon, para ela me ensinar a como fazer uma alimentação low carb tendo as restrições alimentares típicas da SAF. Estou curiosa para saber como vai ser a consulta. Mas vou postar depois sobre como foi a consulta. Se ela me der receitas, vou postar  😀

b) A outra novidade é que eu fiz uma tatuagem de alerta médico.  Fiz há 15 dias, poucos dias depois de eu ter ido à consulta no hospital. As coisas estão tão loucas atualmente. Quem mora no Rio de Janeiro nunca está de fato seguro. Para terem uma ideia, eu moro e trabalho na Barra da Tijuca e, quase todos os dias tem assalto bem em frente ao Barra Shopping e muito próximo à minha casa. E esses ladrões estão tão sem escrúpulos, que para eles darem uma facada ou um tiro só porque você não tem o que o eles querem, achei melhor me previnir. A tatuagem alerta para o fato que eu uso anticoagulante. Peguei a logo usada na página da SAF do Hospital Saint Thomas, no Reino Unido e coloquei o alerta. O resultado, como podem ver abaixo, ficou incrível.

tattoo-anticoagulante

O trabalho do Alan D’Assumpção, que já tinha feito uma das minhas tatuagens, ficou incrível. Ele até usou uma agulha um pouco mais fina para reduzir o risco de sangramento por causa do marevan. Mas, para garantir que eu não teria problemas, não tomei o marevan na véspera. Ele foi super rápido. Todo processo levou cerca de 1h e ficou tão perfeita que a tatuagem não ficou nem com relevo, como uma que eu já tenho. O cuidado com a tatuagem foi igual a qualquer tatuagem. Passei nebacetin e deu tudo certo. Novamente, como qualquer tatuagem, ela ficou um pouco avermelhada, mas já no 4o dia, a vermelhidão já tinha passado. O trabalho do Alan D’Assumpção é maravilhoso. Quem quiser conferir um pouco mais do trabalho dele, pode acessar a página do facebook dele

O mais legal é que a tatuagem já está cumprindo sua função de alerta médico. Na última semana passei muito mal. Com muita dor, sendo que de 4a para 5a feira, eu estava sentindo tanta dor que eu só consegui dormir com uma compressa quente para aliviar as dores.  Tentei dar uma de durona (como sempre… eu posso  estar morrendo de dor, mas eu visto a máscara de “estou bem”), apesar de desde 3a feira a minha mãe dizer que eu deveria ir ao hospital. Eu dizia a ela que nao precisava, mas na 5a feira, depois de 3 dias e passando mal no trabalho dei o braço a torcer e fui ao hospital Vitoria. O atendimento, como sempre foi ótimo e, eu quase desmaiei de dor quando a doutora estava avaliando a intensidade da dor. Quando ela leu meu histórico e viu o alerta do anticoagulante, ela mudou a abordagem e, ao invés de dar ibuprofeno, para as dores, ela me prescreveu tramal na veia ( que depois eu descobri ser um medicamento a base de morfina) e entrou em contato com o dr Roger. Ele orientou aos médicos que eles me prescrevessem corticoide por 12 dias, já que, tendo lúpus, ele pode estar tentando dar uma de engraçadinho e querendo mostrar suas garrinhas. Pra evitar que isso, eles me prescreveram o corticioide.
Estou seguindo as orientações deles, tomando o corticoide. Levou 4 dias para eu começar a melhorar e não precisar tomar dipirona para a dor.
Ter vindo para serra no carnaval foi a melhor decisão que tomei. Passei o carnaval descansando, tentando recuperar as forças, que parecem ter se esgotado com essa mialgia da semana passada.
É isso por hora.

Em breve mais novidades. Desejo a todos uma ótima semana. Bjks

Consulta no HUPE

Hoje estive no HUPE novamente para minha consulta de revisão. Levei os exames que fiz há duas semanas….
Eu devo dizer que eu não tenho médicos e sim anjos encarnados que vieram cuidar de mim aqui em baixo.
Na quinta feira passada o estoque de anticoagulante acabou e, para minha infelicidade, não consegui encontrar coumadin em nenhuma farmácia que tenho acesso, nem no Rio, tampouco em Petrópolis, onde moro.Com isso fiquei sexta e sabado sem o anticoagulante e consequentemente, estou desde sábado com dor de cabeça e uma sensação de “fogginess”. Antes de entrar na consulta, o Dr. Roger pediu para eu ver como estava o meu INR. Apesar desses sintomas de dor de cabeça e fogginess, achei que o inr estivesse bom. Ainda mais que na semana anterior, ele estava em 3.51. Fizemos o teste em uma maquininha chamada “Coagucheck”, que é igual àquelas maquinas utilizadas por diabéticos… o princípio é basicamente o mesmo: furar o dedo e colocar o sangue numa tira e a maquina rapidamente avalia o inr. Para a minha surpresa e horror do Dr. Roger, meu INR estava em 1.1
Durante a consulta, ele já me medicou. Tomei duas injeções de enoxaparina e, a enxaqueca que estava fortíssima, em meia hora começou a aliviar. O fogginess, desapareceu super rápido e, agora, quatro horas depois das injeções, posso dizer que estou com uma pontada de dor de cabeça; Jà estou conseguindo raciocionar.
Mais uma vez, o Dr. Roger salvou minha vida. 🙂

Retorno ao Hupe

Nesta segunda feira estive novamente no Hospital Pedro Ernesto, ou vulgarmente conhecido como HUPE.
Fazia três meses que não retornava ao hospital. Graças a Deus tenho trabalhado muito, e apesar do meu trabalho não se incomodar com fato do funcionário se ausentar para ir ao medico, não posso dar o mole de ficar saindo pra Fazer isso.
Ao chegar ao hospital encontrei algo bastante estranho… Havia poucos pacientes. Fiquei pensando que isso se devia ao incêndio que ocorreu no hospital há mais ou menos um mês… Por outro lado, achei ótimo porque o Dr. Roger Levy me atendeu super rápido. Ele achou que de um modo geral estou bem, me incentivou a continuar com os exercícios. Contei a ele que consegui uma academia ao lado da minha casa, que tinha nataçao comunicação. Piscina aquecida a um preço bastante acessível. Na consulta, ele reforçou a necessidade de eu manter meu INR entre 3 e 4. Incluiu um medicamento para que eu conseguisse me manter no alvo. Ele disse que talvez isso ajude a melhorar a minha audição… Let’s see… Fiquei feliz com a consulta. Tirei uma serie de duvidas que estavam me preocupando, como os brancos que esta me dando…
consulta agora, só em setembro 🙂

Vi muito rapidamente o dr. Ricardo, mas só tenho elogios para ele. Tenho certeza que ele será um profissional tão bom quanto o dr. Roger. Quem for paciente dele será muito bem atendido.