Cada dia uma nova lição

No último post contei sobre minha viagem maravilhosa e comentei também que tinha tido sinusite e que graças a Deus o dr Benjamin me ajudou lá no Chile.  Pois bem… Passei 15 dias tomando a medicação e eu ainda estava com aquela sensação horrorosa de dor nos seios da face. Achei que no mínimo o antibiótico não tivesse funcionado. Sei la… Poderia ter pego uma bactéria resistente… Vai saber.  Estava bem braba porque eu não sentia uma melhoria na sensação dolorida.

Ainda enquanto estava tomando o remédio, fui na dra Paula Chicralla para dar continuidade ao meu tratamento com o MMP e comentei com a Dra Paula sobre o que estava acontecendo. É óbvio que ela me perguntou porque eu não ia ao otorrino. Expliquei para ela que eu estava órfã de otorrino desde que a Dra Flávia Fleming resolveu desistir desta especialidade e eu não queria me consultar em uma clínica que a dra me atendia porque da última vez que eu tinha ido la, a médica sugeriu que eu deveria procurar um geneticista para poder entender o porquê de eu ter os meus problemas _ que vontade de voar no pescoço dessa mulher_ como se um geneticista fosse conseguir mudar QQ coisa do meu quadro. 

Voltando do momento flashback, a Dra Paula me falou sobre o otorrinolaringologista que trabalhava no consultório dela às sextas feiras. Ele não aceita plano (pelo menos por enquanto…) Mas eu preciso ter um otorrino por perto que possa me atender caso eu precise. E ter um médico há 200m do meu trabalho é perfeito. Marquei a consulta e no dia marcado tive o prazer de conhecer o dr Ricardo Belotti Nacif.  Ele adorou ver que eu levei uma série de exames de imagem de mastoide, coclear, crânio e algumas audiometrias. E o principal, pra mim, foi que ele inspirou muita confiança pela forma que ele falava e também por ele ter sido aluno do Dr Ricardo Bento, que me atendia em São Paulo e, antes do diagnóstico da SAF, seria ele que colocaria o implante coclear em mim…

 Dr Ricardo depois de ouvir minhas queixas me examinou e descobriu qual era o meu problema na verdade. E a lição está justamente aqui… Meu problema é rinite e não uma sinusite crônica, como eu achava que tivesse. Ele explicou que a rinite também pode deixar o rosto dolorido, como na sinusite. Confesso que fiquei aturdida com essa informação.  Estou fazendo o tratamento que ele prescreveu e tenho percebido uma pequena melhora no quadro… Dois jatos de avamys 2x/dia durante 60 dias. O bom é que esse remédio não arde como o Nasonex…  

Além disso ele pediu para que eu fizesse uma audiometria para que pudéssemos ter uma ideia de como anda a minha audição… É claro que não é lá grandes coisas… Eu sabia que estava escutando algo em torno dos 20%. Realmente preciso olhar para a pessoa para entender o que ela fala… Mas isso eu não reclamo não… Se eu conseguisse usar o aparelho auditivo seria uma coisa, mas como eu não me adapto, aprendi a conviver com isso.

Fiz 2 audiometrias: uma normal e outra uma hora depois de tomar uma ampola de heparina. O objetivo de fazer essas 2 audiometrias era documentar a minha melhora de audição com o uso da heparina. Foi engraçado ver o pânico nos olhos da fono quando eu disse a ela que eu me aplicaria a clexane. 

Os resultados foram:

A) sem heparina: surdez neurossensorial severa a profunda no ouvido esquerdo.

B) com heparina: ganho de 20dB passando para surdez neurossensorial moderada no ouvido esquerdo.

Não houve alteração no ouvido direito por uma razão bem simples: não tenho o nervo para conduzir o som. 

Quando levei o resultado ao Dr Ricardo, ele óbvio que se impressionou. Eu sei que não é todo dia que uma paciente muito surda tem um ganho de audição tomando um medicamento. Os resultados provam que a minha surdez do ouvido esquerdo é sim influenciada pela SAF. 

E assim vamos levando a vida…matando um dragão por dia e tentando aprender cada dia mais com os sinais que o corpo nos dá. 

Na próxima semana retorno à dra Paula Gonçalves, a ortomolecular. Estou confiante que ela vai me ajudar com a insanidade que a tireóide está fazendo comigo. Ainda não senti melhora com a nova dosagem do remedio da tireóide e eu conto a vocês como foi.  Bom final de semana a todos

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E a tensão continua…

Oi gente, desde que fiz aquele post sobre o sumiço,  tiveram algumas mudanças na minha vida… eu sei que muitos vão achar que esse é um fato meio tosco, mas pela 1a vez na vida me mudei de casa. Morei por 34 anos na mesma casa e agora estou morando em um apartamento.  

Confesso que é uma sensação estranha me desvencilhar e me dar adeus à casa da minha vida. Mas vou me adaptar.  Claro que tivemos problemas com relação nossoa móveis. Como morávamos em uma casa grande,  óbvio que tínhamos muitos móveis.  Alguns,  conseguimos vender. Os novos donos da casa ficaram com alguns moveis. Mas ainda assim, estamos cheias de móveis no apartamento. Outro problema na mudança, agora com relação a mim foi o choque das minhas irmãs com relação às minhas lãs.  Assim como algumas pessoas gostam de roupas, eu gosto das lãs.  Ela é parte integrante do meu processo terapêutico. Quando estou tricotando,  esqueço da saf, do lúpus,  do meu pânico de não saber se vou continuar trabalhando na shell… esqueço de tudo. Só penso que eu quero terminar a peça e vislumbrar uma obra de arte. Sim, acredito que todo trabalho artesanal é uma obra de arte. É nosso tempo,  nosso amor,  nossos desejos que as pessoas gostem do nosso trabalho. .. enfim… eu sei que acabei comprando um baú para reduzir a quantidade de prateleiras do armário ocupadas pelas minhas lãs.  Consegui desocupar 2 prateleiras. Agora, parte da minhas minhas lãs ficam aqui:

Tudo bem que o baú é um trambolho e ficou a conta certinho para o tamanho do quarto. Mas, pelo menos não fica visível e não vou precisar ouvir coisas como eu ser acumuladora de lãs. Give me a break…

Eu sei que essas coisas todas que estão acontecendo na minha vida e eu deveria estar conseguindo lidar com isso tranquilamente, meu corpo está se comportando loucamente. Meu inr na semana passada caiu pra 1.37 ( eu sei… É um absurdo e muito perigoso, diga-se de passagem ) e fiquei surdinha,  tive algumas crises de enxaqueca e meus quadris resolveram me atacar. Hoje precisei fazer um belo repouso, tomar um remédio bem forte, me besuntar com Tiger Balm  e fazer compressas.  Estava sozinha em casa, mas a minha vontade foi ter ido ao hospital e ver se os médicos me davam alguma coisa para passar a dor… mesmo que fosse me dar uma infiltração nos quadris. Mas fiquei quieta…

Como se isso não bastasse, esse stress está me deixando careca… pois é… meu cabelo que estava tão lindo com os tratamentos da ortomolecular e da dra Paula, caiu muito. Estou com menos cabelo do que quando comecei a me tratar com a dra Paula…

Eu sei que com isso, na semana passada eu fui na dra  Paula e mais uma vez  fiz o mmp … minha mãe acha que já deu diferença,  mas é um inferno ver como o stress está me deixando doente…Agora seja o que Deus quiser… torcer para que minha semana melhore e a dor desapareça. 🙏🙏🙏

Assim que tiver novidades sobre meu emprego conto pra vocês. 

INRs e Gerenciamento de Dor

O mês de agosto não começou muito bem para mim… Pelo menos no que diz respeito ao INR e a dor. Sobre o INR tenho tido muita flutuação. Ou está muito alto ou extremamente baixo, o que de uma certa forma, explica a dor de cabeça que vira mexe tem me perturbado. Na semana passada mesmo, na 2a feira fiz o TAP no Laboratório Sérgio Franco e o resulltado deu 5.1. Segui o procedimento padrão: três dias sem coumadin e retormar  a metade da dosagem  e repetir o TAP. No Sábado repeti o exame no Laboratório Homero, lá em Petrópolis, onde eu sempre faço meus exames e o exame constatou que meu inr está em 1.8. Posso parecer até tranquila, quando quem não me conhece fala comigo e, eu bem que tento parecer o mais tranquila possível, mas a flutuação de INR é uma coisa que me tira do sério. Estou tentando fazer o possível para que o INR volte à estabilidade, mas nada do que eu faça tem dado resultado. Estou chegando à conclusão que esta flutuação está ligada ao meu ganho de peso (10 kg) desde que comecei a tomar o Lyrica para  a Fibromialgia. No último dia 12/08, estive na neurologista e estou oficialmente sem lyrica \o/. Pelo menos pelos próximos 4 meses E, diferente do que estava acontecendo comigo desde que comecei a tomar o remédio, minha fome está começando a diminuir. Dois dias apenas sem o lyrica e já consigo sentir diferença na minha fome. Estou ficando mais tranquila 😀 e não agoniada de fome. Talvez, até o próximo mês a minha fome tenha passado por completo e eu comece a emagrecer.
Ainda sobre a consulta com a neurologista, ela achou que minha dor generalizada melhorou muito desde a última consulta, quando passei a tomar a gabapentina. Eu concordo com ela. A fibromialgia que estava atacadérrima, melhorou muito e a dor que estou sentindo atualmente, eu consigo conviver tranquilamente com ela. Estou fazendo fisioterapia no lugar onde faço pilates e essa fisioterapia está me dando um bem estarque eu achei que nunca conseguiria sentir novamente. Quem se interessar, vale a pena procurar conhecer um pouco do método GDS. Onde eu  faço não é muito barato, mas, está valendo cada centavo que tenho gasto no tratamento da minha dor crônica.
No mês passado comecei a fazer um novo tratamento capilar com a minha dermatologista Dra Paula Chicralla para estimular o crescimento do meu cabelo. Este novo tratamento que começamos utiliza uma pistola, como aquelas que se usam para fazer tatuagem e na ponta, coloca-se uma série de microagulhas, onde ela coloca o medicamento e aplica no cabelo.  Vale ressaltar que até agora, fiz apenas 1 aplicação, mas já percebi que meu cabelo ganhou um brilho e uma vitalidade que há tempos eu não via .E, para mim, o melhor de tudo, a queda dimunuiu MUITO. Não sei se esse tratamento vai fazer o meu cabelo crescer de novo, mas já estou no lucro, sabendo que estou perdendo menos cabelo. Depois posto foto de como estava o meu cabelo quando comecei e depois ao final, como ele ficou.

Olá novamente

Caros leitores, boa noite.

Nossa, há tanto tempo que não escrevo, que talvez alguns de vocês tenham pensado que eu tivesse desistido do blog. Isso nunca. Nesses quase três meses sem post, tantas coisas aconteceram que eu poderia entrar madrugada adentro escrevendo sobre tudo o que aconteceu. Dentre as coisas, posso citar:
– Tive que ficar de licença no trabalho por 15 dias por causa de LER – Lesão por esforço repetitivo, provocado pelo excesso de digitação no trabalho _ e em casa também…. Quase enlouqueci de ter que ficar em casa sem poder trabalhar, sabendo que meu trabalho estava se acumulando e eu não havia feito hand-over para ninguém fazer o meu trabalho enquanto eu estivesse de licença. Ah, e para a minha felicidade (só que não)
– Pela primeira vez, saí do país. No Carnaval fui para Buenos Aires com meu melhor amigo, Igo Ribeiro. Vivemos altas peripércias, tivemos o carro rebocado, o GPS nos mandava para lugares errados e depois resolveu morrer e outras coisas. Acho que qualquer pessoa diria que a viagem foi um fiasco, mas, levei as coisas pelo positivo e, apesar de tudo que deu errado, eu adorei a viagem. Voltamos para o Brasil, mas guardo em mim um desejo de voltar a Buenos Aires… Em breve.
– Me formei na faculdade. Agora posso dizer que, além de tradutora, sou uma tecnóloga em marketing.  Acho que, apesar de ter levado tanto tempo, meu pai teria se orgulhado de me ver recebendo o diploma; de ver eu me despencando do Rio para Petrópolis para eu poder assistir às aulas. Eu realmente estava empolgada com a faculdade. Minha disposição caiu muito e as dores aumentaram significativamente no último ano. É uma pena que a Fibromialgia tenha sido diagnosticada somente quando eu estava terminando a faculdade. Minha vida teria sido mais fácil se isso tivesse acontecido.
O que isso tem a ver com a SAF? Nada, é só parte da minha vida…
Agora é óbvio que a SAF tinha que dar pitaco e se meter onde não é chamado. Passei três meses com o INR super estável, bonitinho. Como alegria de pobre dura pouco, bastou eu voltar de viagem que o INR voltou a flutuar. Há 3 semanas fui ao hospital com uma sensação esquisita, com os ouvidos tampados, zonza. Quando o Dr Roger fez o TAP com o Coagucheck, o INR estava 1,2; Claro que tive que tomar clexane, esperar a zonzeira melhorar para depois ir embora do hospital. Aumentei a dosagem do coumadin, que estava em 10mg para 15mg por dia.  Na semana seguinte, um novo INR e lá estava o tap baixo… 1.98 depois 2.03. Isso está me deixando louca. Agora voltei aos 20mg de coumadin por dia. Tudo como dantes no quartel de abrantes.
Meus exames estavam ok desta vez. Pela primeira vez em 1 ano, eu estava com os leucócitos acima de 3.600_ o limiar, de acordo com o laboratório onde eu faço os exames. C3, CPK, desidrogenase láctica ainda bem elevada, mas apresentaram sinais de redução nos níveis inflamatórios. 🙂
Apesar de saber que isso acontece todos os anos, meu cabelo voltou a cair agora em meados de março. Eu estava com cabelo um pouco mais volumoso e, bastou o outono chegar para meu cabelo também começar a cair. :-S
Tenho que voltar ao consultório da Dra Paula para ver se a retração de epiderme que eu estava na última consulta, melhorou.
Ah, quase esqueci de mencionar… minhas dores melhoraram muito. O remédio prescrito para Fibro está realmente cumprindo o seu papel. Meu nível de dor, de intolerável (algo em torno de 8.5-9.0) para moderada ( algo em torno de 7.0) e o melhor, não estou tendo que tomar novalgina 1g de manhã e à noite para suportar as dores. E estou dormindo bem melhor
Como qualquer medicamento, ele tem seus efeitos colaterais… Desde que comecei a tomar esse medicamento, engordei 8 Kg. Ele aumenta muito o apetite. Estou lutando para conseguir voltar a comer a quantidade que eu comia antes de começar a tomar o remédio.
Por enquanto é isso, mas logo logo volto para contar como foram minhas férias.
Até breve. Fiquem saudáveis.

Lupus sucks!

A lei de Murphy é complicada. Quando uma coisa é para dar errada, ela certamente dará.
Eu, que estava super feliz que o lupus não me atingia. Estava me sentindo como uma heroina. Pois eu tomei um belo tapa de pelica. 
Em dois meses tive duas faringites, que o otorrino disse terem sido provocadas pelo lupus. Com isso, precisei tomar predinisona, para ver se a inflamação melhorava. 

Quando acabou o tempo do medicamento, meu inr, que estava no alvo, chegou a estratosférico 8.46. Fiquei três dias sem tomar o coumadin, voltei a tomar metade da minha dose habitual e guess what? O inr com a metade da dose despencou para 1.26. Fiquei cheia de dor de cabeça, parecia estar grogue, fiquei exausta. Um saco. 
Se fosse somente isso, beleza. Poderia ser somente um problema enjoado da saf por causa da flutuação brusca no iNR, só que, para aumentar o meu mau humor, eu passei o mesmo final de semana (o de carnaval) com a boca lotada de aftas. Pareciam bolhas com sangue por dentro. Isso me deixou assustada e logo entrei em contato com o Roger. Enquanto ele não me respondia, comecei a fuçar na internet, procurando alguma relação entre aftas e a SAF, mas, não encontrei nada.  Quando o dr. Roger me respondeu ao email, descobri que as aftas estão relacionadas ao Lúpus e não tem a ver com a SAF. 
Fiquei fazendo gargarejo, e graças a Deus melhorou rápido. Contudo, saber que as aftas foram provocadas pelo LUPUS me deixou muito azeda. 
Outra coisa que está acontecendo, é que meu cabelo voltou a cair. Percebi que meu cabelo estava caindo muito  durante o banho e nos últimos dias, percebi uma pequena falha. Entrei em contato com a minha dermatologista, dra Paula Chicralla, e ela confirmou que meu cabelo realmente estava voltando a cair, apesar de usar o Minoxidil 5% 2x por dia. 
Conclusão, vou ter que fazer novamente o tratamento com laser novamente. Pelo menos, não está nem perto de como estava quando comecei o tratamento em janeiro de 2013. 

É isso… let’s see what happens

 

 

The name of the exhaustion… O nome da exaustão

Pois é gente, como vocês sabem, eu tenho andado exausta e, estava ficando realmente tensa por eu não fazer a menor ideia do que poderia estar acontecendo comigo… Eu sempre fui super ativa e, mesmo com todas as artralgias e até mesmo com meu quadril ferrado, eu sempre me movimentei muito. Tanto, que aceitei participar do programa de contagem de passos. Aí, de repente, de um mês para cá, começou essa coisa horrorosa, comecei a perder a fome e acordar de manhã passou a ser complicado. Comecei a dormir muito mais cedo do que o de costume.
Pois bem, na última 2a feira, tive consulta com meus anjos do Pedro Ernesto. Quem me atendeu (para minha felicidade) foi o Dr. Flávio Signorelli que, depois de um exame clínico cuidadoso me pesou (emagreci quase quatro quilos em um mês) e disse que, apesar da variação em uma enzima muscular (minha CPK está em 223, quando o normal é até 170), fisicamente eu estou bem.
Se alguém da minha família lesse o meu blog, eles diriam para eu não me expor dessa maneira, mas da mesma forma que eu estou sentindo, várias pacientes com SAF podem estar se sentindo assim e, quem sabe isso não acende um alerta em suas mentes.
Enfim, ele me diagnosticou com princípio de depressão.
Ok, eu sei que vai parecer ironia, mas, quando ele me disse que eu estava em depressão, eu disse a ele que era melhor estar deprimida do que ter mais alguma doença autoimune. Mas, de um certo modo, é melhor sim. Ao menos, depressão cura com tratamento e uma doença autoimune, como todo mundo sabe é incurável. Os medicamentos aliviam, fazem com que você tolere ou aceite a convivencia com esta ou aquela doença, mas ela sempre estatá aqui com você e, na hora que ela resolver se revoltar, você vai pagar o pato, independentemente da quantidade de remédios que você toma para tentar controlá-la. Uma merda! (desculpem… catarse)
Obviamente ele recomendou que eu fizesse terapia e, conversou muito comigo durante a consulta. Devo ter ficado na sala com ele por quase quarenta minutos. É muito tempo, se você pensar na quantidade de paciente que eles têm que atender em um único dia. Tudo bem que eles têm os residentes para ajudar, mas ainda sim… não é todo dia que o médico de dispõe a tentar levantar o moral de uma paciente depressiva.
Eu não achava que eu estava deprimida (eu acho que a gente nunca acha.. A não ser quando já estamos no fundo do poço). Só achei que estivesse cansada (de muita coisa, da saf, do lupus, das dores, de ter que tomar um monte de remédios todo santo dia e não conseguir perceber melhora… Perdoem a prolixidade do texto de hoje. Como estava dizendo, achei que era apenas cansaço e sensibilidade.
Pensando racionalmente, Dr. Flávio acertou no diagnóstico. Tenho estado tão sensível que basta alguém me perguntar como é que eu estou que já me dá vontade de chorar. Ainda esta semana, abri a página do facebbok e vi que uma amiga postou o trecho de uma música do ABBA que eu amo com uma foto do filho dela. A música é linda, o filho dela está ótimo, não aconteceu nada com ele (ele só está crescendo, graças a Deus). E, bastou eu ver aquele post que eu caí no choro (ridículo, eu sei). Tive que me esconder no banheiro para ninguém lá no trabalho ver que eu estava chorando. Na sexta feira, me encontrei com a Dra Paula Chicralla. Precisava de uma receita para comprar o remédio do tratamento da minha queda de cabelo. Ela, como sempre, foi um amorzinho. Queria saber como eu estava, ficou contente em ver que o nosso tratamento está realmente dando certo e meu cabelo está voltando a crescer. Ela me abraçou, e disse que ela, assim como o Dr. Roger, estavam preocupados comigo porque eu estou deprê. Eu sei que comecei a chorar lá no consultório dela. Dei uma pausa quando entrei no ônibus e, só fui parar de chorar de verdade quando estava passando do pedágio da serra. Chorei tanto que passei o resto do dia com dor de cabeça. Não é por menos.
Na próxima semana, vou seguir o conselho da Paulinha e vou procurar indicação de um psiquiatra. Na Barra da Tijuca, de preferência, pelo menos para me acompanhar no começo, agora que o diagnóstico foi dado. Ela até me indicou uma em Petrópolis. Se ela trabalhasse aos sábados seria perfeito, mas as coisas não são tão fáceis assim.
Hoje, eu segui os conselhos do Dr. Roger na minha última consulta com ele e procurei um templo para fazer thai chi. Tem um templo ótimo aqui em Petrópolis e em um horário que eu posso fazer. Hoje eu assiti uma aula e no próximo sábado começo a participar como aluna. Tenho certeza que isso também vai me ajudar.
Bem, desta vez eu não vou colocar a culpa da depressão na SAF. Eu não sei se a SAF afeta o cérebro de uma pessoa desta maneira. De qualquer forma, é importante que sejamos fortes. Somos todos lutadores e, precisamos (de qualquer maneira) nocautear nossos problemas.
Não sei quanto tempo vou levar para sair desta, mas um dia eu chego lá…

Montanha Russa

Tenho me sentido em uma verdadeira montanha russa. Recentemente, fiz um exame audiométrico, que comprovou que o tratamento desenvolvido pelo Dr. Roger Levy e sua equipe, como uma tentativa para mitigar as consequências da SAF, estão dando certo. É claro que isso me deixa feliz. É maravilhoso conseguir escutar alguns sons que há anos eu não conseguia escutar. Eu também tenho a impressão que o tratamento que a Paulinha Chicralla está fazendo comigo também está fazendo efeito… Realmente parece que meu cabelo está um pouco mais volumoso e, eu tenho a impressão que o cabelo começou a nascer onde antes tinha uma falha enorme (vaidade feminina). 
Por outro lado, meu quadril continua me dando muito trabalho. Já faz seis meses que estou fazendo fisioterapia, que me alivia bastante. Refiz a RM do quadril e, além das coisas que haviam detectado no exame anterior (cistos corticais, ilhota de osso denso e hernia sinovial bilateral), encontraram edema no trocânter (pelo o que entendi, é a região entre o glúteo e a coxa). 
Esta semana, me dei mal com esse problema no quadril. Me desequilibrei na hora que fui levantar da cadeira do trabalho ontem e hoje, até para levantar de manhã foi complicado. Tomei uma novalgina antes de ir para o trabalho, mas, na hora do almoço, eu já estava com tanta dor, que a impressão que eu tinha era que havia uma série de agulhas entrando  no meu quadril. Tive que tomar um dorflex para ver se a dor diminuía. 
Graças a Deus ela diminuiu um pouco, mas senti as lágrimas escorreram enquanto o remédio não fazia efeito…Que inferno! 
É deprimente saber que um simples desequilibrar pode acabar com minha semana. Eu sei que estou dando graças a Deus que amanhã eu tenho Fisioterapia. Na próxima semana eu vou do ortopedista para ele ver o exame. Mas honestamente, já estou exaurida com esta história. Quero fazer exercício e não consigo, não consigo usar nem sandália com um saltinho que qualquer coisa, qualquer coisa mesmo é motivo para o meu quadril doer. Dois médicos já me disseram que meu caso não é cirúrgico, mas eu preciso ficar sentindo dor?   😦

 

 

 

Consulta à Dermatologista

Hoje me consultei com a dermatologista que o Dr. Roger me indicou para ver tentar me ajudar com a queda de cabelo. Quando o Dr. Roger me sugeriu para me consultar com a “Paulinha” e me disse o sobrenome dela, fiquei feliz em saber que ela é filha de um excelente medico que cuidou da minha família por muitos anos. Dr. Jorge Chicralla era um excelente profissional e um ser humano maravilhoso. Que Deus o tenha… Anyway, eu passei a semana um tanto ansiosa para conhecê-la. Cheguei ao consultório e, no horário que a consulta estava marcada, ela me atendeu e adivinhem só: é ela quem cuida dos pacientes com lúpus e saf do Dr. Roger (ou seja, temos uma dermato com um baita conhecimento em saf e lúpus :D).
Ela foi SUUUPER atenciosa, viu que minha perda capilar é importante, principalmente na parte da frente da cabeça, mas é difícil dizer que a queda se deve ao lúpus, a saf, ao hipotireoidismo ou, algo genético ou, por causa do coumadin ( deve Ser mto fácil cuidar de um paciente com tanta coisa como eu rrrsss). Ela me examinou toda e a parte inicial do tratamento vai durar seis meses…
Eu amei a Dra Paula. Ela é tão atenciosa quanto o pai e, ao que tudo indica, é uma profissional excelente. O Roger não a indicaria se ela não fosse muito boa.
Vamos ver como o tratamento se desenvolve.
Ah! Depois vou colocar os contatos dela na lista de especialistas da saf.