A SAF e Doenças Autoimunes da Tireoide

A Autoimunidade da Tireoide e a Síndrome Antifosfolipide: Uma associação não tão trivial assim
Autora: Mathilde Versini
Publicado online em 21/07/2017
Resumo
A síndrome Antifosfolipide (SAF) é uma doença autoimune que se manifesta como tromboses venosas ou arteriais recorrenetes e/ou complicações relacionadas à gestação na com a presença persistente de anticorpos antifosfolipides (AAF), avaliados com pelo menos 3 meses de distância entre um exame e outro. A SAF pode ser uma condição primária ou como parte de uma outra condição associada, geralmente o Lupus Eritematoso Sistêmico (LES). De outro modo, a SAF pode frequentemente associada à doenças autoimunes. Pouco se sabe sobre a associação da SAF e dos anticorpos antifosfolipides com doenças autoimunes da tireoide ou com autoanticorpos tireoidianos . O que é mais interessante é que tanto os anticorpos antifosfolipides quanto os autoanticorpos tireoidianos são reconhecidos como causas de perdas gestacionais recorrentes. Desta forma, sua combinação tem uma importância ainda maior em mulheres em idade fértil. Diversos estudos já apontaram uma associação entre a SAF e a autoimunidade tireoidiana. Alguns estudos sugerem ainda que existem processos patofisiológicos comuns bem como histórico genético. Foi realizada uma revisão da literatura existente sobre os AAFs e a SAF e as doenças tireoidianas autoimunes, dando atenção especial à possibilidade da responsabilidade dessa associação em complicações obstétricas.

Palavras-Chave: Sindrome Antifosfolipide, Autoimunidade, tireoide, Tireoidite Hashimoto, Doença de Graves, Doenças Autoimunes

Artigo completo em inglês: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5519533/ acesso em 16/08/2017

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Identificado Gatilho para Doenças Autoimunes

11 de maio de 2017
National Jewish Health

Pesquisadores do National Jewish Health (grupo de pesquisa associado à Universidade do Colorado) identificou um gatilho para doenças autoimunes, como Lupus, Doença de Chron e esclerose múltipla. Essa descoberta foi publicada na edição de Abril de 2017 no Jornal de Investigação Clínica e ajuda a compreender o porquê mulheres tem maior probabilidade de sofrerem com doenças autoimunes do que os homens e sugerem um alvo terapeutico para prevenção de doenças autoimunes  em humanos.

“Nossas descobertas confirmam que Células B Associadas à Idade (ABCs) são responsáveis pelas doenças autoimunes”, disse Kira Rubtsova, PhD e instrutora de ciências biomédicas no National Jewish Health. “Conseguimos demonstrar que os fatores de transcrição T-bet nas células B são responsáveis pelo desenvolvimento das ABCs. Quando eliminamos esses fatores dentro das células B, roedores que eram propensos a desenvolver doenças autoimunes, continuaram saudáveis. Acreditamos que o mesmo processo aconteça nos humanos com as doenças autoimunes e, mais frequentemente em mulheres mais idosas”.

As doenças autoimunes acontecem quando o sistema imunológico ataca e destroi os órgãos e tecidos do próprio corpo. Dezenas de doenças autoimunes afligem milhões de pessoas em todo o mundo. Inúmeras doenças autoimunes, incluindo lupus, artrite reumatoide e esclerose múltipla atingem mulheres de 2 a 10 vezes mais do que homens. De modo geral, cerca de 80% dos pacientes com doenças autoimunes são mulheres e, não há cura para essas doenças.

As células B tem um importante papel nas doenças autoimunes. O time de pesquisadores do National Jewish Health, liderado pela diretora de Ciências Biomédicas PhD Philippa Marrack, já havia anteriomente identificado um subgrupo de células B que eram cumulativas em pacientes autoimunes  e em fêmeas roedoras mais velhas. Estas células foram denominadas de “Células B Associadas à Idade” (em tradução livre) ou ABC. Pesquisas posteriores mostraram que o fator de transcrição T-bet tem um papel muito importante no surgimento das ABCs.

Os fatores de transcrição se ligam ao DNA dentro das células e são determinantes para a expressão de um ou mais genes.Os pesquisadores acreditam que a T-bet aparece dentro das células quando uma combinação de receptores na superfície das células B – TLR7, Interferon-gamma e o receptor de célula B— são estimulados.

Através de técnicas de reprodução e genética, o time de pesquisadores eliminou a capacidade de expressão da T-bet dentro das células B de se manifestares em roedores com tendência à autoimunidade. Resultantemente, ABCs não se manifestaram e os roedores se mantiveram saudáveis.  Lesões nos rins apareceram em 80% dos roedores com T-bet dentro das células B e, em apenas 20% naqueles roedores que possuiam deficiência de T-bet. 75% dos roedores que possuiam T-bet nas células B morreram em 12 meses, enquanto 90% dos roedores com a deficiência sobreviveram por mais de 12 meses.

” Nossas descobertas, pela primeira vez, demonstram que não apenas as ABCs estão associadas com as doenças autoimunes, como na verdade, elas são as responsáveis por sua manifestação”, afirmou a Dra Rubtsova.

Desde sua descoberta em 2011, as ABCs tem atraido um interesse crescente. A Dra. Rubtsova e seus colegas no National Jewish Health expandiram sues estudos sobre as ABCs e tem estudado seu envolvimento na sarcoidose, pneumonia hipersensitiva e beriliose crônica.

 

Mais informações: Kira Rubtsova et al, B cells expressing the transcription factor T-bet drive lupus-like autoimmunity, Journal of Clinical Investigation (2017). DOI: 10.1172/JCI91250

Journal reference: Journal of Clinical Investigation

Leia mais em: https://medicalxpress.com/news/2017-05-trigger-autoimmune-disease.html#jCp

Fonte: https://medicalxpress.com/news/2017-05-trigger-autoimmune-disease.html

 

Follow up

Caros leitores,

Então, na semana passada comentei que meu final de ano e começo de 2016 havia sido um inferno, repleto de problemas e com um INR ridiculamente baixo.
Por algum milagre, minha mãe conseguiu encontrar mais 4 caixas de Coumadin 5mg na farmácia, e estou tomando novamente os 20mg de coumadin, como vinha tomando antes do INR se estabilizar no ano passado . Quando essas caixas de coumadin acabarem, vou ter que usar as caixas de 2,5. Aí, serão serão 8 comprimidos por dia, ao invés de 4. o Dr Roger me pediu para tomar algumas injeções de clexane além do coumadin. Ganhei dois hematomas na barriga, mas nunca fiquei tão feliz quando vi que na 5a feira (08/01/16) o meu INR tinha voltado ao alvo. Ele estava em 3,66. Um INR excelente, considerando que na 3a feira, o  INR estava 1.50. Dr Roger também ficou satisfeito com o resultado. Decidimos que  depois do dia 21/01, quando faço o novo tap, vou ter uma consulta extra para decidirmos qual será o meu protocolo de tratamento já que o Marevan não faz nem cócegas no meu organismo e a outra alternativa,  o Marcoumar, também parou de ser fabricado.  Estou curiosa para saber qual será a proposta dele.
Na semana  passada, também consegui fazer pilates 2x. 1 hora e meia de exercício além do tempo de caminhada que faço. Estava me sentindo ótima.
Mas é lógico que eu tinha que fazer alguma ignorância… No final de semana, por eu estar me sentindo bem, resolvi ajudar a minha mãe com algo simples: desmontar a árvore de natal e guardá-la. Fiz isso no domingo… Estou exausta até agora. Dormi super mal de domingo para segunda. De ontem para hoje eu literalmente desmaiei na cama e consegui dormir as tais 8h de sono que indicam. Mas, continuo exausta 😦 A concentração está prejudicada. Isso que é ruim em ter uma série de doenças autoimunes. Qualquer coisinha que exija um pouquinho mais de esforço, você fica tão cansado quanto uma pessoa em idade avançada. Minha mãe, por exemplo, tem 66 anos de idade e tem muito mais pique do que eu. Me surpreendi ao perceber que desmontar uma árvore de natal era algo extenuante para mim.  Fiquei bem chateada com isso.

Mudando de assunto, tenho que pedir desculpas a vocês que acompanham o blog, porque não tenho postado novos artigos e dicas aos pacientes. Estou com vários para traduzir, mas tive que emprestar meu computador à minha irmã, que está terminando o mestrado dela e, enquanto ela não entregar a tese, vou ter que ficar sem o computador e fazer as postagens pelo celular :S

Até breve!

 

 

 

 

10 Coisas que você precisa saber sobre o Lúpus

Nos últimos meses, a cantora Selena Gomez e a atriz Kristen Stewart (a Bella, da série Crepúsculo) afirmaram lutar com o lúpus, fazendo com que a atenção acerca das doenças autoimunes aumentasse.  Elas se unem a uma lista de celebridades, como a cantora R&B Toni Braxton, o apresentador do programa “America’s Got Talent” Nick Cannon e Seal, cuja característica da doença que o deixou com cicatrizes inflamatórias no rosto. Até mesmo a Lady Gaga, que alega ter um resultado positivo “limítrofe” para o lúpus.

Mas, enquanto as pessoas podem ter uma ideia de quem tem lúpus, a maioria não sabe o que ela é na verdade.

A seguir, você encontrará 10 fatos sobre o Lúpus. A relação de fatos foi desenvolvida pelo Dr. Richard Furie, reumatologista chefe da Divisão de Reumatologia de North Shore especializado no diagnóstico e tratamento do lúpus e de doenças relacionadas a ela.

  • O Lúpus provoca falhas no Sistema Imunológico do corpo _ que deveria lutar contra virus, bactérias e germes _ fazendo com que ele ataque tecidos saudáveis, provocando uma inflamação em diversos órgãos do corpo.
  • Noventa por cento (90%) dos pacientes com lúpus são mulheres. Os homens também podem desenvolver lúpus e, neles, o lúpus pode afetar alguns órgãos mais severamente.
  • O Lúpus pode afetar qualquer Pessoa, mas mulheres negras, hispânicas, Latinas, asiáticas e de ilhas no pacífico são duas ou três vezes mais diagnosticadas com Lúpus do que as mulheres brancas.
  • Uma vez que o lúpus afeta as articulações e pele, causando artrite e vermelhidão, el epode afetar qualquer órgão do corpo, incluindo o coração, os rins, os pulmões, o sangue e o cérebro.
  • Cerca de oitenta por cento (80%) dos pacientes com lúpus sentem fadiga e, para alguns, ela pode ser debilitante.
  • Cerca de quarenta por cento (40%) das pessoas com lúpus e dois terços das crianças com lúpus serão acometidos com problemas renais.
  • Atualmente, os pacientes com lúpus têm vivido com mais saúde e por mais tempo, graças aos pesquisadores que continuam a descobrir cada vez mais como o Sistema imunológico funciona.
  • Com os tratamentos atuais, aproximadamente 90% dos pacientes com lúpus sem acomentimento nos órgãos, podem ter o mesmo tempo de vida daqueles que não tem lúpus.
  • Um relacionamento positivo entre medico e paciente ajuda a melhorar a satisfação com o tratamento e aumenta o nível de esperança e a sensação de bem estar.
  • Muitos sintomas do lúpus imitam os sintomas de outras doenças, e podem aparecer e desaparecer ao longo do tempo. Com isso, o diagnóstico de lúpus pode levar de 3 – 5 anos para ser fechado. Por isso, os pacientes devem procurar um reumatologista ( um medico especialista em lúpus).

Fonte: http://healthcaresolutionsplus.org/10-facts-about-lúpus-you-must-know-about/ acessado em 12/08/2015