A dificuldade de Homens Sozinhos para tomar o anticoagulante

Oi gente, 

Há quanto tempo…. Então, enquanto buscava alguma informação útil para colocar no site, me deparei com esta reportagem que fala sobre a dificuldade dos homens para tomar o anticoagulante. 

Apesar de não ser uma matéria específica sobre a SAF, acho que ela é bem relevante, não apenas por falar sobre a anticoagulação, mas também por finalmente ter lançado uma luz sobre os homens que usam anticoagulantes.

Boa leitura! 

Homens que vivem sozinhos _ não mulheres_ têm mais dificuldade de tomar o anticoagulante mais diretamente, de acordo com uma pesquisa apresentada em 2 de Setembro no Congresso ESC, realizado em Paris.

A Varfarina, um medicamento anticoagulante, é comumente prescrito para pacientes cardíacos, diz o autor do estudo, Anders N Bonde durante o lançamento _ mas também pode ser um medicamento bem complicado. Pouca varfarina pode favorecer a formação de coágulos e em uma dose elevada, pode aumentar o risco de grandes sangramentos, dessa forma, o monitoramento contínuo do INR é necessário para verificar a segurança do paciente.

A qualidade do controle do INR é tipicamente mensurada como tempo em uma variação terapêutica (TTR) ou o percentual de tempo que os níveis de varfarina no sangue do paciente são optimizados para previnir derrames e sangramentos. Os guias da ESC recomdendam que os pacientes fiquem dentro da margem terapêutica por no mínimo 70% do tempo, o que pode ser difícil quando os pacientes precisam se preocupar com as interações de alimentos e outros medicamentos com a varfarina.

Bonde e sua equipe recrutaram 4772 pacientes com fibrilação atrial dos registros dinamarqueses em seu estudo, todos em uso continuo de varfarina e monitoramento de INR. Os pesquisadores estratificaram o grupo e situação de vida e calcularam o TTR dos homens que viviam sozinhos, os que viviam acompanhados, mulheres sozinhas e mulheres que viviam acompanhadas.

A média do TTR em homens que viviam sozinhos era de 57% _ 3.6% menor que os que viviam acompanhados, mesmo após o ajuste de outros fatores que poderiam afetar o TTR. Da mesma forma, as mulheres que viviam sozinhas tinham mais dificuldade com um TTR mais baixo que as que viviam acompanhadas, mas, após um ajuste, a diferença de 0.2% era insignificante.

“Pergunte a minha esposa” era a resposta comum entre os homens mais velhos sobre sua medicação, doença e tratamento”, disse Bonde. “Nossos estudos sugerem que quando se trata de controle de anticoagulação, os homens são mais dependentes de seus parceiros que as mulheres”.

Mulheres que vivem sozinhas tipicamente tem um relaciomento melhor com seus filhos ou possuem uma rede que as ajudam a gerenciar o tratamento com a varfarina, disse ele. Por outro lado, os homens sofrem mais com o divórcio e têm mais tendência a sofrerem com abuso de álcool do que as mulheres.

“O status de coabitação foi um fator forte e importante para o TTR entre os homens, mas não entre as mulheres”, disse Bonde. “Os homens sozinhos podem necessitar de um apoio extra para tomarem a varfarina, como conscientização, visitas domiciliares, contatos telefônicos ou consultas de acompanhamento adicionais. Eles também devem considerar um novo tipo de drogra, um anticoagulante oral não antagonista da vitamina K, que é mais fácil de gerenciar e tem menos interações com alimentos e medicamentos quando comparados com a varfarina”.

Fonte: https://www.cardiovascularbusiness.com/topics/vascular-endovascular/men-who-live-alone-struggle-taking-warfarin?fbclid=IwAR2IIsmL3XwLt88apRyTRsooKXGGiR2JrLA95WttDJOTs8KFw5zm6-EABvI visitado em 11/09/2019