Evento sobre Doenças Reumáticas

EVENTO SOBRE DOENÇAS REUMÁTICAS

Recebi o convite abaixo através de um e-mail do Doutor Roger. Eu não vou poder participar por causa do trabalho, mas quem puder participar, terá a chance ímpar de aprender mais sobre as doenças autoimunes bem como terá a oportunidade de assistir o Lúpus Fashion Week, que inclui desfiles e orientações de como a moda pode contribuir para a proteção da pele e melhoria da autoestima do paciente.  Se interessou? Leia abaixo o convite abaixo.

 

Será realizado no próximo dia 10 de abril de 2014 no auditório principal do Hospital Federal da Lagoa, o Fórum de Informações em Reumatologia.

O programa incluirá informações e esclarecimentos sobre os principais sintomas e as principais doenças reumatológicas para pessoas da população geral, pacientes e familiares. Temas como Artrose, Fibromialgia, Lúpus Eritematoso Sistêmico, Artrite Reumatoide, Osteoporose, Bursites e Tendinites serão abordados. Também haverá oportunidade de reconhecer os principais aspectos da Febre Reumática e manifestações reumatológicas de doenças comuns como a Diabetes, Hanseníase e Hepatite.

Nesse mesmo dia, ocorrerá a segunda edição da Lúpus Fashion Week, evento que inclui desfiles e orientações de como a moda pode contribuir para a proteção e recuperação da auto estima.

 

Este é um evento organizado pela Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro com apoio da Associação de Pacientes com Lúpus do Rio de Janeiro e Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

 

Informações e inscrições:

Sociedade de Reumatologia do RJ

Tel: (21) 2549-4114

 

 

forum de doencas reumaticas

MEGA SUSTO

Oi pessoal,

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu trabalho muito e gosto de trabalhar. Tenho orgulho do que faço e me esforço ao máximo para que meu trabalho seja impecável. Só que às vezes, o tiro sai pela culatra. Estava eu toda feliz porque ia participar de um treinamento de resposta de emergência que o estavam organizando no trabalho e feliz também que haviam me colocado na equipe de documentação.
Não gostei muito do primeiro dia. Cheguei até a conversar com a minha terapeuta sobre o assunto. No segundo dia foi melhor, mas… no dia do exercício, propriamente dito, imaginei que fosse ser agitado, então coloquei a meia Kendall para aliviar o cansaço nas pernas. Cheguei no hotel às 7 da manhã e saí de lá, às 7 da noite. Em resumo, eu fiquei rodando o dia inteiro, em um ambiente com mais de 300 pessoas, pegando documentação para arquivamento e também pegando documentos que os participantes jogavam fora indevidamente. Posso dizer que este exercício me deu uma lição antropológica.
Das 12 horas de exercício, eu fiquei em pé por 10 horas. Depois da sexta hora em pé, as dores começaram a me atacar, meus pés queimavam, a artralgia estava punk, mas fiquei quieta.
Ficar 10 horas em pé para uma pessoa normal já é difícil, quiçá para um paciente com SAF e Lúpus. É obvio que isso não poderia dar certo.
Quando eu cheguei em casa, mesmo tendo usado as minhas meias que em 99,9% das vezes salva a minha vida, meus pés estavam absolutamente inchados. Uma coisa tenebrosa.

 

(pé esquerdo)

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(pé direito – onde tive trombose há 5 anos)

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No dia seguinte eu estava um caos. Completamente cheia de tendinite, meus tendões doiam, meu punho estava inchado, minha coluna doía tanto que eu achei que tivesse tirado o sacro do lugar de novo. Passei um email para meus médicos no meio da tarde e estava a ponto de implorá-los por algum remédio que me tirasse a dor. Consegui contato com o Dr. Flávio, que me indicou toradol , que eu não encontrei com esse nome nas farmácias em Petrópolis. Consegui comprar o toragesic (é a mesma coisa, só muda o laboratório). A dor, no dia seguinte começou a aliviar, mas ainda não estava conseguindo pisar e tive que imobilizar o pé. Não consegui fazer fisioterapia por causa das inflamações, mas, pelo menos o fisioterapeuta descobriu que eu não tinha tirado o sacro do lugar.
Consegui fazer uma sessão de acupuntura e moxa que trouxeram um alivio quase imediato à tendinite do punho esquerdo.  Fiquei de molho o resto do final de semana.
Na segunda feira, comecei a sentir uma dor bem esquisita na panturrilha esquerda ao toque e percebi também que a perna estava levemente inchada na região onde eu estava sentindo dor.  Falei com a minha mãe. Assim como eu, ela também ficou com medo de eu estar novamente com trombose. Tentei ganhar com ela alguns dias, argumentando que se a dor não passasse até sexta-feira eu iria ao hospital assim que chegasse a Petropolis. Mas minha mãe, sabiamente achou prudente que fôssemos ao hospital antes de eu descer para o Rio.
Pois bem, cheguei ao hospital, esperei um pouco e fui super bem atendida por um plantonista que estudou na Uerj. Ouvindo o meu pequeno histórico, ele me examinou e, por causa da SAF e do risco de uma possível trombose , ele sugeriu que eu fosse internada para avaliação. Disse que eu deveria ficar no hospital e esperar até 1 semana para que tivesse vaga para avaliação no doppler.  Dissemos que tentaríamos arrumar outro lugar para fazer o doppler, mas que se eu não conseguisse, voltaríamos para eu me internar.  Ele concordou e sugeriu que eu também tentasse contactar o meu angiologista. Consegui agendar o doppler para quarta-feira (hoje) e consegui falar com o meu angiologista, meu anjo salvador, Dr. Eduardo Loureiro. Ele estava atendendo em Itaipava naquele dia e quando falei com a secretária dele, ela passou a mensagem para ele e, no final do dia eu consegui atendimento com ele. Ele, assim como eu e a minha mãe, estávamos preocupados com a possibilidade de eu estar com trombose e deixou de ir a uma reunião no hospital para poder me atender. Sai do consultório dele às 10 PM, mas sabendo que aparentemente não era trombose. Ele conseguiu sentir as veias e fez um doppler para poder ouvir melhor as veias. Também passou nimesulida para tentar ajudar na inflamação.  Apesar do avançado da hora, ele ligou para a médica que faz os exames na clínica onde eu havia marcado o exame e ela antecipou o exame de quarta para ontem. Eu graças a Deus não estava com trombose.  Pelo visto foi somente uma inflamação no fascículo muscular por causa do trabalho extenuante de ter ficado em pé por tantas horas na última quinta-feira.
Eu fiquei tão tensa, com tanto medo, um revival completo de tudo o que eu passei no meu trabalho anterior passou pela minha cabeça. Dormi mal, quase não tive fome, meu inr abaixou (ficou em 2.08) .
Dormi de ontem para hoje por quase 12 horas e com efeito da nimesulida acordei praticamente sem dor e aliviada.
Amanhã volto ao trabalho e, uma das primeiras coisas que farei será sair do time de documentação. Não há função que pague a minha saúde ou o risco de eu ter uma nova trombose e passar por maus bocados novamente.  Preciso estar saudável para fazer bem o meu trabalho.