30 ANOS DA SAF

No último dia 15 de outubro, comemorou-se os 30 anos da magnífica descoberta do prof. Graham Hughes e sua equipe da síndrome antifosfolipide (SAF) e, para celebrar a data, a Hughes Syndromme Foundation, publicou em um informativo que circula em todo o Reino Unido e tem um alcance de 6000 médicos. No artigo, o prof. Hughes conta o caso de um homem de após uma TVP durante um voo para o Chile, recebeu o diagnóstico de SAF. O paciente foi acometido de algo MUITO comum entre todos os pacientes de SAF que eu tive a oportunidade e a felicidade de conversar: a fadiga. 

Ficou curioso (a) para conhecer a história desse homem? Clique no link abaixo para ler sobre o caso. Ah! A propósito, o texto já está traduzido para o Português. 

 

Artigo 30 anos SAF

Os dois últimos meses

Olá pessoal,

Há tempos não consigo arrumar tempo para postar qualquer coisa e peço desculpas àqueles que entram no blog em busca de novidades. 
Os últimos dois meses foram extremamente corridos para mim, com faculdade, trabalho, família com a chegada da mais nova princesa da casa. 
Apesar de ter ficado extremamente feliz com o nascimento da minha sobrinha, dei uma surtada básica. Uma série de coisas passaram pela minha cabeça, em especial o medo da possibilidade da minha sobrinha poder ter saf. Passei quase uma semana após o nascimento da Catarina angustiada. Imagina se a bebê puxa a tia justamente nesse quesito? Não gosto nem de pensar. Não quero que ela passe por tudo o que eu passei e passo por causa da SAF. Minha terapeuta disse que é comum projetarmos em uma pessoa as nossas inseguranças, e precisamos de algumas sessões discutindo sobre isso. 
No começo de novembro tive a consulta no Hupe. O residente que me atendeu foi bastante atencioso. Se não me engano, o nome dele é Marcos Hadad. A consulta transcorreu bem tranquila. Ele manteve todos os remédios que eu já tomo normalmente, apesar dos níveis de Vit.D estarem dentro do desejável (33,4), ele disse que eu terei que continuar tomando a Vit.D. Foi a única coisa que me deixou mais azeda na consulta.
Nesta minha ida ao HUPE consegui entregar uma carta que uma paciente com SAF que também mora em Petrópolis escreveu pedindo atendimento com o Dr. Roger lá no Pedro Ernesto. O Dr. Guilherme Jesus, médico excepcional que trabalha com o Dr. Roger, leu a carta e concordou a encaminhá-la à triagem do pré-natal.   Eu não sei como foi a consulta. A paciente não me deu um feedback, mas espero que ela tenha gostado e tomara que o tratamento dê certo e ela consiga engravidar.
Novembro também foi um mês bem esquisito com relação ao INR. Ele flutuou tanto, tive tanta dor de cabeça, que precisei duas vezes tomar clexane pois o cafilisador não estava fazendo muito efeito. O INR variou de 1.4 a 7.3, isso sem tomar qualquer outro medicamento além do prescrito. Acho que já falei isso, mas desde que tive a trombose nunca mais me automediquei. Mas a verdade foi que eu literalmente enfiei o pé na jaca. Vieram muitos gringos no trabalho, meu aniversário, etc. Mas, depois da segunda quinzena de novembro, estou comendo direitinho. Sem gorduras, sem rúculas, sem nada. Voltei para minha dieta de saf. Na semana passada, meu INR estava em 3,4 🙂
 

Para não perder o costume, vou reclamar aqui… Vou ter que ir a um gastro. Já até pedi uma indicação ao Dr. Roger. Tenho sentido muita dor abdominal, passo horas conversando com a comida… e estou receosa que possa ser por culpa da cloroquina e do coumadin devido ao tempo que uso esses medicamentos.  Este último final de semana passei tão mal com dor abdominal, que passei o sábado e o domingo praticamente inteiros na cama de molho. Acho que tive uma intoxicação alimentar. Fui a uma confraternização de final de ano no Outback e  quando cheguei a Petrópolis já não estava passando bem. É um porre ficar passando mal e não poder fazer muita coisa,

Na próxima semana terei novidades…