Terapia e Thai Chi

Não sei como entitular este post. Meu ânimo ainda não está me permitindo a ficar criando muitos títulos para as coisas. Mas as coisas vão melhorar. 
Não é surpresa para ninguém que eu segui a recomendação do Dr. Flávio Signorelli e procurei a psicóloga que ele me indicou. Entrei em contato com ela e, no dia seguinte já conseguimos fazer anamnese. Na semana seguinte (semana passada), iniciava meu tratamento psicológico com a Dra Carolina.
Uma coisa me deixou bastante surpresa… Durante a anamnese o que eu contei a ela que o que acontece comigo é que eu perdi completamente a perspectiva sobre as coisas. As únicas coisas que ainda me dão um pouco de ânimo são tricotar e escrever aqui no Blog. Mas o cansaço é grande, minha vontade de hibernar é maior ainda. Não faz diferença, sabe, eu sair ou deixar de sair… levantar da cama ou não no final de semana… Sabe quando parece que não vamos perder nada demais.  Eu acordo aos trancos e barrancos de manhã, (independentemente de dormir cedo ou não), vou para o trabalho, cuido das minhas coisas e pronto. à noite, volto para casa, como alguma coisa e pronto. Não estou com saco nem para ir ao cinema, 
Mas, enfim, a doutora está me ajudando a lidar com isso. Ela está me mostrando que existem coisas que eu gosto, mas, por causa da depressão, elas estão adormecidas. Apesar de ter tido somente duas consultas, eu saio do consultório me sentindo melhor. Obviamente não é com 2 sessões que vou me curar de uma depressão que provavelmente já está instalada há algum tempo. O tratamento vai ser demorado… Mas, tem um lado bom… por enquanto não vou tomar anti depressivo.Nós vamos tentar aliviar essa falta de perspectiva com a terapia. Se daqui algum tempo eu ainda estiver com dificuldade para enxergar coisas positivas na minha vida pessoal, aí sim, poderemos recorrer ao medicamento. 

Saindo do assunto de depressão e indo para algo mais bacana, é que comecei a fazer Viet thai chi chuan em um templo budista em Petrópolis. Depois de quase perder totalmente o fôlego para subir a escadaria que leva ao templo, assisti a uma aula e simplesmente AMEI. O professor é um mestre de kung fu mais reconhecidos no mundo e ele tem uma história de vida que, ouvi-la, vale mais do que ler uma dezena de livros. 
Para minha sorte, as aulas de thai chi são aos sábados, então, para mim, que trabalho no Rio a semana toda, essa aula aos sábados é perfeita. 
Os mais curiosos podem se perguntar: Por que o Thai Chi? Primeiramente porque foi o Dr. Roger que me sugeriu, já que ele não me deixa fazer boxe ou kung fu por causa do impacto que vai me deixar roxa (mais roxa do que eu já fico). Depois, meu acupunturista também recomendou o thai chi.
Eu ainda sou péssima nos movimentos. Nos exercícios de base de perna (para fortalecimento do quadril, coluna, ouvido interno) eu pareço um galho se balançando ao vento de tão pouco equilibrio que eu tenho. Mas, como o mestre mesmo disse, isso é falta de hábito do exercício.
Mas o que eu achei incrível no thai chi e isso é interessante para todos os pacientes da SAF que sofrem com as dores (como eu e várias outras pessoas que participam até do grupo de discussão no facebook) é que, mesmo com toda minha falta de prática e falta de equilibrio, as dores infernais aliviam de maneira significativa.  Eu tenho conseguido dormir melhor e mais relaxada aos sábados e percebi que não precisei tomar remédio para dor para dormir. O Thai Chi, não sei como, mas, com todos aqueles movimentos suaves (que não são tão lentos como vemos na televisão), age de alguma forma nas articulações. Parece que a gente fica com as articulações anestesiadas. É uma coisa esquisita… E boa. 🙂

É tão bom poder dormir sem precisar tomar remédio para dor. Quem puder, muito a pena experimentar.  

 

Anúncios

Nova Pesquisa Associação Americana de Obstetrícia e Ginecologia

Uma nova pesquisa publicada hoje (08 de agosto de 13) pelo jornal oficial da Associação Americana de Obstetrícia e Ginecologia, descobriu que anticorpos antifosfolipides (AAF) podem aumentar a chances de gestação de natimortos de três a cinco vezes. FINALMENTE os pesquisadores encontraram evidências que comprovam que qualquer mulher que sofra partos de natimortos PRECISAM ser testadas para a presença de AAF. Este estudo foi realizado com base em mais de 2 mil pacientes. Logo, esta pesquisa será levada a sério. Ajudem a divulgar.

Link para o artigo na página de artigos do blog

The name of the exhaustion… O nome da exaustão

Pois é gente, como vocês sabem, eu tenho andado exausta e, estava ficando realmente tensa por eu não fazer a menor ideia do que poderia estar acontecendo comigo… Eu sempre fui super ativa e, mesmo com todas as artralgias e até mesmo com meu quadril ferrado, eu sempre me movimentei muito. Tanto, que aceitei participar do programa de contagem de passos. Aí, de repente, de um mês para cá, começou essa coisa horrorosa, comecei a perder a fome e acordar de manhã passou a ser complicado. Comecei a dormir muito mais cedo do que o de costume.
Pois bem, na última 2a feira, tive consulta com meus anjos do Pedro Ernesto. Quem me atendeu (para minha felicidade) foi o Dr. Flávio Signorelli que, depois de um exame clínico cuidadoso me pesou (emagreci quase quatro quilos em um mês) e disse que, apesar da variação em uma enzima muscular (minha CPK está em 223, quando o normal é até 170), fisicamente eu estou bem.
Se alguém da minha família lesse o meu blog, eles diriam para eu não me expor dessa maneira, mas da mesma forma que eu estou sentindo, várias pacientes com SAF podem estar se sentindo assim e, quem sabe isso não acende um alerta em suas mentes.
Enfim, ele me diagnosticou com princípio de depressão.
Ok, eu sei que vai parecer ironia, mas, quando ele me disse que eu estava em depressão, eu disse a ele que era melhor estar deprimida do que ter mais alguma doença autoimune. Mas, de um certo modo, é melhor sim. Ao menos, depressão cura com tratamento e uma doença autoimune, como todo mundo sabe é incurável. Os medicamentos aliviam, fazem com que você tolere ou aceite a convivencia com esta ou aquela doença, mas ela sempre estatá aqui com você e, na hora que ela resolver se revoltar, você vai pagar o pato, independentemente da quantidade de remédios que você toma para tentar controlá-la. Uma merda! (desculpem… catarse)
Obviamente ele recomendou que eu fizesse terapia e, conversou muito comigo durante a consulta. Devo ter ficado na sala com ele por quase quarenta minutos. É muito tempo, se você pensar na quantidade de paciente que eles têm que atender em um único dia. Tudo bem que eles têm os residentes para ajudar, mas ainda sim… não é todo dia que o médico de dispõe a tentar levantar o moral de uma paciente depressiva.
Eu não achava que eu estava deprimida (eu acho que a gente nunca acha.. A não ser quando já estamos no fundo do poço). Só achei que estivesse cansada (de muita coisa, da saf, do lupus, das dores, de ter que tomar um monte de remédios todo santo dia e não conseguir perceber melhora… Perdoem a prolixidade do texto de hoje. Como estava dizendo, achei que era apenas cansaço e sensibilidade.
Pensando racionalmente, Dr. Flávio acertou no diagnóstico. Tenho estado tão sensível que basta alguém me perguntar como é que eu estou que já me dá vontade de chorar. Ainda esta semana, abri a página do facebbok e vi que uma amiga postou o trecho de uma música do ABBA que eu amo com uma foto do filho dela. A música é linda, o filho dela está ótimo, não aconteceu nada com ele (ele só está crescendo, graças a Deus). E, bastou eu ver aquele post que eu caí no choro (ridículo, eu sei). Tive que me esconder no banheiro para ninguém lá no trabalho ver que eu estava chorando. Na sexta feira, me encontrei com a Dra Paula Chicralla. Precisava de uma receita para comprar o remédio do tratamento da minha queda de cabelo. Ela, como sempre, foi um amorzinho. Queria saber como eu estava, ficou contente em ver que o nosso tratamento está realmente dando certo e meu cabelo está voltando a crescer. Ela me abraçou, e disse que ela, assim como o Dr. Roger, estavam preocupados comigo porque eu estou deprê. Eu sei que comecei a chorar lá no consultório dela. Dei uma pausa quando entrei no ônibus e, só fui parar de chorar de verdade quando estava passando do pedágio da serra. Chorei tanto que passei o resto do dia com dor de cabeça. Não é por menos.
Na próxima semana, vou seguir o conselho da Paulinha e vou procurar indicação de um psiquiatra. Na Barra da Tijuca, de preferência, pelo menos para me acompanhar no começo, agora que o diagnóstico foi dado. Ela até me indicou uma em Petrópolis. Se ela trabalhasse aos sábados seria perfeito, mas as coisas não são tão fáceis assim.
Hoje, eu segui os conselhos do Dr. Roger na minha última consulta com ele e procurei um templo para fazer thai chi. Tem um templo ótimo aqui em Petrópolis e em um horário que eu posso fazer. Hoje eu assiti uma aula e no próximo sábado começo a participar como aluna. Tenho certeza que isso também vai me ajudar.
Bem, desta vez eu não vou colocar a culpa da depressão na SAF. Eu não sei se a SAF afeta o cérebro de uma pessoa desta maneira. De qualquer forma, é importante que sejamos fortes. Somos todos lutadores e, precisamos (de qualquer maneira) nocautear nossos problemas.
Não sei quanto tempo vou levar para sair desta, mas um dia eu chego lá…