Exames prontos

Estive super tensa, desde que aquele episódio do apagão no banheiro ocorreu. Eu fiquei tão esquisita no dia, e não pude ir ao hospital para ver o INR. Parecia que eu estava bêbada, eu tinha a impressão que não estava pronunciando as palavras corretamente. Foi muito esquisito.
Enfim, há uma semana fiz todos os exames de ressonância e angiorressonância magnética que a Dra Flávia Flemming me passou e os resultados já saíram.
A angiorressonância não detectou sinais de derrame (ufa! Que medo que eu estava dessa possibilidade). A ressonância, por outro lado, me surpreendeu um pouco. As imagens detectaram estreitamento no conduto auditivo à esquerda e um espessamento da calota craniana do lado esquerdo, espessamento este que somente o Dr. Marco Aurélio Marzullo, neurologista, havia observado (pelo visto sou cabeça dura hehehe).
Sobre o estreitamento do conduto auditivo à esquerda, esse me surpreendeu bastante. Eu Sempre soube que tinha estreitamento do lado direito, mas nunca havia sido observado isso.
Nesse meio tempo, apareci com uma dor de ouvido e a Dra Flávia me indicou um médico aqui na Barra da Tijuca. Foi a clínica Dr. Fernando Gossling e, depois do médico identificar que a dor era proveniente da DTM, ele refez uma audiometria para saber como andava a audição. Não foi surpresa para mim, receber um laudo de audição residual. Minha audição está bem fraca. Estou completamente confusa com os sons. Os barulhos chegam, mas sem compreensão e, para minha alegria, o meu aparelho auditivo deu pau… De novo… Depois de ver o resultado, o médico recomendou que eu voltasse a procurar o dr. Ricardo Bento, o papa do Implante coclear no Brasil, que me atende em São Paulo, para que conseguíssemos traçar o novo plano de tratamento. Entro na fila do implante de uma vez, espero mais um pouco?
Honestamente eu fico apreensiva de entrar na fila para o Implante, por causa da SAF. A pessoa com implante não pode fazer RM de Crânio, Angio Ressonância… Tudo isso que pode identificar qualquer problema que possa estar relacionado com a atuação da SAF no cérebro.
Nesse novo exame, mostra que o córtex frontal do meu cérebro está cheio de pontos brancos. Sabe-se lá Deus o que é isso. Quem não me
garante que esses pontos são os responsáveis pela minha tremedeira. Eu sei que não é Parkinson, a tremedeira só melhora à noite, quando eu durmo, e o anticoagulante parece não fazer nem cócegas na tremedeira.
Enfim, vamos em frente. A vida segue e precisamos lutar bravamente para conseguirmos ter um dia livre de dores.

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Gerenciamento de Anticoagulação

Pessoal, encontrei um artigo tão bacana. Escrito há cinco anos, dois médicos e pesquisadores renomados, escreveram sobre o gerenciamento de anticoagulação. Será que pacientes podem algum dia, a medida que a medicina avance, ficar sem o anticoagulante?

Muitos pacientes tem dificuldade de gerenciar e controlar o INR _ eu sou um deles_ e,um artigo como este me deu novas esperanças para a possibilidade de um dia, não precisar mais tomar tanto anticoagulante. O texto está em inglês, mas já recebi autorização dos médicos de traduzir o texto. Assim que eu puder, posto a tradução na página de artigos. Abaixo, segue o link http://www.jautoimdis.com/content/pdf/1740-2557-5-6.pdf

As últimas semanas

Tenho andado bem ocupada nas ultimas semanas. Estou estudando novamente e, a faculdade exige bastante dos alunos, ainda mais que o curso é à distância. Acho a exigência da faculdade maravilhosa. Estudar na Unopar me devolveu o foco que há tempos eu havia perdido. E, o mais incrível é que eu estou indo bem e estou entendendo a matéria. É bom se sentir inteligente. Andava me sentindo bem burrinha, se querem saber a verdade. Mas, isso não é assunto para o blog sobre a SAF.
Especificamente sobre a SAF, na semana passada eu tive o meu retorno de rotina na Clínica de SAF do Hospital Pedro Ernesto. Quando cheguei lá, tive uma surpresa: o Dr. Roger e sua equipe não estavam mais no varandão, tampouco havia qualquer indicação para onde eles haviam sido transferidos. Quando perguntei à clinica que estava na sala onde eles atendiam, obviamente eles disseram que não faziam ideia para onde eles tinham ido. Cheguei até a pensar que eles pudessem ter sido transferidos para o Hospital Piquet Carneiro, que segundo consta, é na entrada do morro da Mangueira. Já imaginaram que maravilha…
Lembrei depois de alguns momentos que a última vez que conversei com o Dr. Ricardo Azedo, ele estava na sala 17 do prédio dos ambulatórios. Quando cheguei à sala 17, bingo! Lá estavam eles. A secretária voluntária, Sandra, abriu a janela da recepção. Posso dizer que fiquei bem aliviada em saber que eles estavam lá.
Eu precisava da consulta. Apesar de saber que eu deveria ter ido, eu não fui ao hospital depois do episódio estranhíssimo de eu ter caído no banheiro. Perdi a consciência e quando dei por mim, estava caída no chão perto do vaso sanitário. No dia seguinte estava grogue, eu tenho a impressão que eu estava falando embolado, como se eu estivesse bêbada. O Dr. Roger me perguntou por email depois que contei a ele o que havia acontecido, quanto estava o meu INR, mas era o casamento da minha irmã naquele dia e ele não tinha como eu pedir licença aos convidados, ir ao hospital para ver como estava o INR. Honestamente não lembro se cheguei a contar sobre isso aqui no blog, mas foi bizarro. Tenho certeza que não foi uma simples vertigem.
Eu pouco vi o Dr. Roger nesta consulta. Ele estava bem ocupado e os consultórios lotados. Eu acho que foi a dra. Carolina que me atendeu. Meus tremores estavam super acentuados, eu estava sentindo muita fraqueza muscular. Quando ela fez o exame clínico, minha pressão estava 120x80mmHg (normal pra qualquer pessoa, mas a minha pressão normal é 90x60mmHg) e meus batimentos em repouso estavam em 120bpm, ou seja com taquicardia. Estava também com dor abdominal. Eu não estava legal.E foi bom eles terem me visto daquele jeito. Dr Flávio acha que eu poderia estar tendo um ataque de ansiedade… Talvez em parte ele tivesse razão, considerando que eu descobri no último sábado que eu estou com síndrome do pânico. Vou tomar floral de bach para me curar) Pediram para eu refazer uma série de exames e voltar lá daqui 1 mês. Agora dia 21 vou fazer alguns exames de ressonância magnética, angio-ressonância e mais um outro que eu não lembro qual é. O que eu sei é que eu vou ter que tomar contraste. 😦
Falando de coisas boas, criei um grupo de discussão no facebook para que todos possam falar sobre a saf. O dono da página no facebook aceita todo mundo no grupo dele e, quando eles perguntam, comentam ou divulgam qualquer coisa em outra língua, ele não gosta. Hoje ele colocou um aviso informando que todos os posts naquele grupo devem ser escritos em Português, não pode haver divulgação de outros sites, ou links para assuntos relacionados a SAF… Eu sei que eu fiquei tão pasma e aturdida com essa atitude que abri o grupo de discussão e todos os pacientes, amigos, familiares e interessados em assuntos relacionados à SAF, independentemente do lugar onde vivem, são muito bem vindos no grupo. Hoje em dia, existem os tradutores eletrônicos e, se alguém tem dificuldade em algum comentário escrito em outra língua, use o tradutor eletrônico. Mesmo sendo tradutora, eu não domino outra língua que não o português e o inglês. Quando alguém me passa um email em francês, eu uso o aplicativo. O importante é poder se comunicar e compartilhar experiências.
Quem estiver interessado em participar do grupo no facebook, eis o link:
https://www.facebook.com/groups/384507658326969/

Até a próxima.

De onde vocês são?

Pessoal, quero saber um pouco mais sobre vocês. Respondam à enquete para que eu saiba de onde vocês são.