Consulta no HUPE

Hoje estive no HUPE novamente para minha consulta de revisão. Levei os exames que fiz há duas semanas….
Eu devo dizer que eu não tenho médicos e sim anjos encarnados que vieram cuidar de mim aqui em baixo.
Na quinta feira passada o estoque de anticoagulante acabou e, para minha infelicidade, não consegui encontrar coumadin em nenhuma farmácia que tenho acesso, nem no Rio, tampouco em Petrópolis, onde moro.Com isso fiquei sexta e sabado sem o anticoagulante e consequentemente, estou desde sábado com dor de cabeça e uma sensação de “fogginess”. Antes de entrar na consulta, o Dr. Roger pediu para eu ver como estava o meu INR. Apesar desses sintomas de dor de cabeça e fogginess, achei que o inr estivesse bom. Ainda mais que na semana anterior, ele estava em 3.51. Fizemos o teste em uma maquininha chamada “Coagucheck”, que é igual àquelas maquinas utilizadas por diabéticos… o princípio é basicamente o mesmo: furar o dedo e colocar o sangue numa tira e a maquina rapidamente avalia o inr. Para a minha surpresa e horror do Dr. Roger, meu INR estava em 1.1
Durante a consulta, ele já me medicou. Tomei duas injeções de enoxaparina e, a enxaqueca que estava fortíssima, em meia hora começou a aliviar. O fogginess, desapareceu super rápido e, agora, quatro horas depois das injeções, posso dizer que estou com uma pontada de dor de cabeça; Jà estou conseguindo raciocionar.
Mais uma vez, o Dr. Roger salvou minha vida. 🙂

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Os Ossos e Articulações na SAF

Geralmente, ossos, músculos e articulações não são afetados em pacientes com SAF. Contudo, como a SAF costuma ser secundária à outras doenças autoimunes, incluindo lúpus, estas doenças podem ter manifestações que afetam as articulações, como a artrite. Enquanto a SAF primária não é caracterizada por artrite, artralgia (sem inflamações manifestadas como inchaço, vermelhidão e disfunções articulares) são relativamente comuns na SAF. Ademais, necrose medular já foi identificada em alguns pacientes com SAF. Esta manifestação da SAF é resultante da hipercoagulabilidade e provoca danos na produção sanguínea, sendo manifestada por anemia, trombocitopenia e leucopenia.

O principal dano aos ossos na SAF é a necrose avascular, resultante de uma deficiência no suprimento sanguíneo. Os principais “alvos” da necrose são as cabeças femorais, tíbias, úmero, pulsos e ossos do pé. A minoria dos pacientes é afetada, apenas cerca de 5%, mas esta complicação acomete mais pacientes com lúpus tratados com corticoides e que possuem a SAF secundária.

Ocasionalmente, a necrose avascular é detectada apenas por imagens e não é acompanhada por sintomas, enquanto em outros casos, ela pode causar dor articular ou no osso na região afetada.

 

 

Fonte: APS Booklet (p.34 – 35)  Dr.Yaniv e Prof. Shoenfeld;2004  

 

Tradução autorizada pelos autores em 29-12-12

Consulta ao Ortopedista

Depois de passar o final de semana com dor intensa no quadril apesar de na sexta feira fazer fisioterapia, passar meia hora no “tense” (é um estimulo elétrico que libera choques e anestesia a região onde é aplicado) e, ter feito ventosa, acupuntura e eletro acupuntura no sábado, não adiantou muito. Cheguei a chorar de dor no domingo, tamanha foi a dor que senti. Ontem, não aguentei. Liguei para o consultório do Dr. Liszt Palmeira, ortopedista especialista em quadril que o Dr. Roger Levy havia me indicado. Honestamente, eu liguei para o consultório e por conta da dor que havia sentido no final de semana. Por sorte, ele tinha horário na segunda feira e, quando ele me atendeu, confesso que esperei ouvir a mesma baboseira que venho escutando há tempos. Mas, devo dizer que tive uma surpresa agradabilíssima. Ele cuidadosamente examinou os meus exames, viu que eu realmente tenho problemas no quadril e pediu para fazer um exame para que ele pudesse localizar o ponto gatilho da dor… Durante o exame ele me deu um diagnóstico surpreendente: toda a dor intensa que sinto no meu trocanter (aquela região na lateral da perna, entre o glúteo e a coxa) não estava sendo originada pela quadril, mas sim pela coluna. Depois de dar uma surtada básica com esta constatação, ele me explicou que é provável que eu esteja com falta de sustentação do peso e deveria fortalecer essa musculatura.
Obviamente, passou pela minha cabeça, a dúvida sobre como faria esse fortalecimento se eu não fazia exercícios por causa da dor. Mas, eis que ele me indica dois exercícios SUPER fáceis, e explicou que eles fortaleceriam a musculatura. O exercício consiste em me apoiar em uma perna e fazer movimentos alternados com os braços, como fazemos com os halteres quando estamos na academia além de dois alongamentos
Eu tive muita dificuldade em me equilibrar durante a aula dele, mas, continuei tentando.
O melhor, vocês não sabem… Hoje faz quatro dias que eu me consultei com ele e, estou fazendo esse exercício que ele me ensinou e, a dor praticamente sumiu. Em uma escala de 0-10, a dor passou de 8 na 2a feira, para 3 hoje. Estou impressionada com a melhora. Se tudo der certo, daqui pouco tempo vou poder voltar para academia. 😀
Como a dor (que agora sei que vinha da coluna) melhor, eu agora consigo sentir a dor que realmente vem do quadril, e é bem diferente, mas, por enquanto, bem tolerável… Como o problema no quadril realmente existe, só posso esperar para ver. Eu vou continuar fazendo meus tratamentos com fisioterapia, acupuntura, mas, focada no lugar que realmente precisa ser fortalecido.

Montanha Russa

Tenho me sentido em uma verdadeira montanha russa. Recentemente, fiz um exame audiométrico, que comprovou que o tratamento desenvolvido pelo Dr. Roger Levy e sua equipe, como uma tentativa para mitigar as consequências da SAF, estão dando certo. É claro que isso me deixa feliz. É maravilhoso conseguir escutar alguns sons que há anos eu não conseguia escutar. Eu também tenho a impressão que o tratamento que a Paulinha Chicralla está fazendo comigo também está fazendo efeito… Realmente parece que meu cabelo está um pouco mais volumoso e, eu tenho a impressão que o cabelo começou a nascer onde antes tinha uma falha enorme (vaidade feminina). 
Por outro lado, meu quadril continua me dando muito trabalho. Já faz seis meses que estou fazendo fisioterapia, que me alivia bastante. Refiz a RM do quadril e, além das coisas que haviam detectado no exame anterior (cistos corticais, ilhota de osso denso e hernia sinovial bilateral), encontraram edema no trocânter (pelo o que entendi, é a região entre o glúteo e a coxa). 
Esta semana, me dei mal com esse problema no quadril. Me desequilibrei na hora que fui levantar da cadeira do trabalho ontem e hoje, até para levantar de manhã foi complicado. Tomei uma novalgina antes de ir para o trabalho, mas, na hora do almoço, eu já estava com tanta dor, que a impressão que eu tinha era que havia uma série de agulhas entrando  no meu quadril. Tive que tomar um dorflex para ver se a dor diminuía. 
Graças a Deus ela diminuiu um pouco, mas senti as lágrimas escorreram enquanto o remédio não fazia efeito…Que inferno! 
É deprimente saber que um simples desequilibrar pode acabar com minha semana. Eu sei que estou dando graças a Deus que amanhã eu tenho Fisioterapia. Na próxima semana eu vou do ortopedista para ele ver o exame. Mas honestamente, já estou exaurida com esta história. Quero fazer exercício e não consigo, não consigo usar nem sandália com um saltinho que qualquer coisa, qualquer coisa mesmo é motivo para o meu quadril doer. Dois médicos já me disseram que meu caso não é cirúrgico, mas eu preciso ficar sentindo dor?   😦