Estatinas têm o potencial para tratar a Síndrome Antifosfolipide

ScienceDaily (Nov. 10, 2012) — Novas pesquisas sugerem que estatinas, tradicionalmente usadas na redução de colesterol, poderiam ser utilizadas no gerenciamento de indivíduos que correm o risco de tromboses pois têm anticorpos antifosfolipides (aFL).

A pesquisa será apresentada em duas palestras no encontro anual da American College of Rheumatology/Association of Rheumatology Health Professionals (ACR/ARHP). O encontro será realizado entre os dias 9-14 em Washington D.C.
“O que descobrimos é que proteínas inflamatórias e trombóticas são elevadas em pacientes aFL positivos e que estatinas podem reduzir essas proteínas”, disse o medico Doruk Erkan, reumatologista e pesquisador no Hospital para Cirurgias Especiais na cidade de Nova York. Doruk foi um dos principais pesquisadores do tema, juntamente a Dra. Silvia Pierangeli, médica e PhD da Universidade de Medicina do Texas. Os pesquisadores observaram que as estatinas não seriam úteis no tratamento de mulheres com risco de perda gestacional por causa da aFL _ estatinas são contraindicadas durante a gestação.
Há anos, os pesquisadores sabem que aFLs podem deflagrar a produção de proteínas que causam inflamações e aumentam o risco de formação de coágulos. Enquanto alguns pacientes com aFL positiva desenvolvem tromboses, derrames, e complicações gestacionais, outros são perfeitamente saudáveis. Indivíduos que são aFL positivos e que tem trombose venosa, trombose arterial ou perdas fetais são classificadas como portadoras da síndrome antifosfolipide.
A nova pesquisa foi um esforço colaborativo entre pesquisadores do Hospital para Cirurgias Especiais e a Universidade Médica do Texas. Os pesquisadores investigaram 41 pacientes que possuíam aFL positivos, alguns dos quais eram saudáveis e outros tinham SAF. Esses pacientes foram testados para 12 proteínas inflamatórias e trombóticas (formadoras de coágulos) e então, seus resultados foram comparados ao resultado de 30 pacientes saudáveis que possuíam aFL negativa. Tais controles eram compatíveis para idade e sexo. Na comparação com os pacientes saudáveis, 9 das 12 proteínas inflamatórias estavam elevadas em pacientes aFL positivos.
Os pesquisadores então passaram a testar se uma estatina chamada fluvastatina poderia reduzir as proteínas que estavam elevadas nos pacientes com aFL. “As estatinas fazem mais do que simplesmente reduzir o colesterol. Elas têm efeitos anti-inflamatórios”, disse a Dra. Pierangeli.
Os 41 pacientes aFL positivos receberam uma dose diária de 40mg fluvastatina por três meses e, após este período foram instruídos a interromper o uso deste medicamento. Os pesquisadores coletaram novas amostras de sangue e mensuraram os níveis de proteínas inflamatórias e trombóticas no início do estudo e mensalmente por seis meses.
Dos 24 pacientes que concluíram o estudo, os pesquisadores descobriam que a fluvastatina reduziu significativamente os níveis de oito das 12 proteínas, todas que estavam elevadas em pacientes aFL-positivos, comparados com os controles. Os pesquisadores também descobriram que ao interromperem o uso da fluvastatina, os níveis de seis proteínas aumentavam consideravelmente nos pacientes.
“Acompanhando as experiências em ratos da Dra. Pierangeli, em que as estatinas reduziam proteínas inflamatórias induzidas por aFL, este é o primeiro estudo prospectivo analisando essas proteínas em pacientes aFL positivos antes e depois do tratamento com fluvastatina”, disse o Dr. Erkan, “o próximo passo é iniciar um estudo clínico randomizado para determinar o efeito das estatinas em resultados clínicos”.

“An Open-Label Prospective Pilot Mechanistic Study of Fluvastatin in Persistently Antiphospholipid Antibody-Positive Patients” (um estudo aberto prospective piloto sobre a utilização de fluvastatina em pacientes com anticorpos antifosfolipides positivos persistentes, em tradução livre) será apresentado no dia 13 de Novembro às 15:00h. Outros autores envolvidos no estudo são JoAnn Vega do Hospital de Cirurgia Especial; e Rohan Willis, M.D., Vijaya Murthy, M.D., Gurjot Basra, M.D., Emilio Gonzalez, M.D., Ana Laura Carrera Marin, and Patricia Ruiz Limon from the University of Texas Medical Branch, Galveston, Texas.

“Pro-inflammatory and Pro-thrombotic Markers in Persistently Antiphospholipid Antibody-Positive Patients With/Without Systemic Lupus Erythematosus” will be presented on Nov. 13 at 2:45 p.m., ET. Other authors involved in the study are JoAnn Vega from Hospital of Special Surgery; and Gurjot Basra, M.D., Rohan Willis, M.D., Vijaya Murthy, M.D., Shraddha Jatwani, M.D., Neha Dang, M.D., Ana Laura Carrera Marin, Patricia Ruiz Limon, and Emilio Gonzalez, M.D., from the University of Texas Medical Branch, Galveston, Texas.

Fonte: http://www.sciencedaily.com/releases/2012/11/121111153631.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=feed& utm_campaign=Feed%3A+sciencedaily+%28ScienceDaily%3A+Latest+Science+News%29

INR Baixo

Recentemente tive um problema para encontrar o medicamento Coumadin que tomo e, fui a inúmeras farmácias e todas, sem exceção diziam que o Coumadin estava em falta. Por conta disso, acabei comprando o Marevan (varfarina sódica) e o tomei na mesma dosagem que tenho tomado o outro anticoagulante. Pensei comigo: “mesmo que não faça um efeito tão bom quanto o coumadin, o risco do meu inr cair é muito menor do que se eu deixar de ficar anticoagulada até o coumadin voltar às farmácias”… Me mantive na dieta alimentar, não comi verduras em excesso, cortei toda a gordura da minha alimentação e, cortei o pão francês. Fiz tudo exatamente como tem que ser feito
O que aconteceu foi que o meu INR que estava bonitinho em 3.84 (dentro do meu alvo que é entre 3-4), caiu nesses 15 dias que tomei 2 caixas de marevan . Então, de 3.84, o INR caiu para 1.12, ou seja, não adiantou absolutamente nada ter gasto o meu dinheiro comprando o marevan.
Passei por maus bocados durante esse período. Senti muita enxaqueca, meus ouvidos zuniam pra caramba, minhas articulações ficaram super rígidas e doloridas, senti uma fraqueza enorme, minhas mãos começaram a tremer ainda mais e, acho que o pior de tudo foi a dor lancinante nos quadris. Apesar do tratamento que estou fazendo na fisioterapia, até a roupa incomodava. Por alguns dias fiquei com o quadril absolutamente sem sensibilidade. Foi simplesmente apavorante.
Depois que fiz o TAP e o resultado chegou, entrei em contato com os meus médicos. Cheguei a dizer a ele, inclusive que eu achava que tinha alguma resistência genética à varfarina e, ele, por sua vez me disse que isso não acontecia apenas comigo… Aparentemente, no marevan a equivalência é diferente… Algo do tipo, um comprimido de 5mg não tem 5mg e Sim 2mg ou 2,5…
Ele me disse que o importante era que eu mantivesse o inr no alvo.
Graças a Deus, eu consegui comprar o Coumadin novamente e meus sintomas começaram a melhorar. Meu INR já voltou a ficar dentro do alvo e as dores melhoraram. Foi um susto e tanto e não quero que outras pessoas passem por isso.
Estou rezando para que não falte mais o Coumadin no mercado. Só tenho “estoque”, por mais 15 dias… E se ele some novamente das prateleiras… O que eu faço?
O que eu não farei eu tenho certeza: não compro mais o marevan.

Gostaria que comentassem:  Alguém mais já teve problemas com esse medicamento?